Abril 25, 2024

À pergunta sobre a ocorrência de alguma crise institucional, o homem foi peremptório.

“No país não. Uma crise institucional no país é muito forte dizer isso. Forte demais”, disse, quase surpreendido com o que lhe pareceu despropósito da pergunta. Isto é, para o Presidente da República crise institucional é invencionice dos “inimigos”. Crise? Nunca, “nunca”, never, makutu, jamais, nem pensar, o que é isso, estás maluco ou quê? Logo a seguir, explicando a sua ausência da abertura do ano judicial, a boca do homem fugiu-lhe para a verdade. “Atendendo aos últimos acontecimentos, nomeadamente, num dos tribunais, eu entendi que, enquanto este assunto não ficar resolvido, eu não devia presidir a esta sessão solene de abertura do ano judicial. Portanto, estou-me a referir concretamente ao que se passa no Tribunal de Contas”. Afinal, há crise institucional ou não há? Aqueles que rodeiam o Presidente da República e lhe lambem as botas deveriam, ao menos, oferecer-lhe um dicionário de ciência política para que se familiarize com o conceito de crise institucional. Tanta “bandera” já fica mal…

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