Abril 25, 2024

Luanda – A Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, destacou, esta quarta-feira, em Luanda, o papel das mulheres no desenvolvimento social, económico e político no país

Segundo a Vice-Presidente, que falava na abertura do Fórum de Diálogo Mulheres e Jovens Mulheres na Ciência em Angola, o Executivo tem desenvolvido acções para empoderar jovens e mulheres para a ciencia, destacando, entre outros, o Projecto de Desenvolvimento de Ciência e Tecnologia, com a atribuição de bolsas.

Adiantou que, no âmbito do projecto a cargo do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, 55 por cento das bolsas para pós-graduação e dos financiamentos para o desenvolvimento dos projectos de investigação científica têm de ser alocados a mulheres, partindo do pressuposto que cumprem com os critérios de candidatura.

Para Esperança da Costa, reflectir sobre a mulher e a ciência implica, necessariamente, contextualizar a formação académica graduada e pós-graduada, sobretudo o doutoramento, por ser um grau que requer maior aplicação na busca de conhecimento mais especializado.

“Em Angola, o aumento exponencial da população estudantil universitária que se tem verificado, sobretudo desde 2009, também foi acompanhado de um maior número de mulheres a frequentar o ensino superior. Em 2019, a percentagem de mulheres era de 46%, sendo de realçar o facto de os registos de aproveitamento académico revelarem uma taxa anual de aprovação um pouco maior nas mulheres”, frisou.

No entanto, adiantou Esperança da Costa, as estatísticas demonstram que a nível da pós-graduação há um grande decréscimo da participação das mulheres, que representam apenas 24% dos discentes neste nível de formação.

Conforme Esperança da Costa, apesar do avanço registado com o aumento da frequência da mulher no ensino superior, não se traduz numa maior presença da mulher na investigação científica.

Adiantou que a baixa percentagem de mulheres na pós-graduação em Angola, na ordem de  24%, motivou a realização de um “Estudo de diagnóstico sobre a inclusão e acesso à formação pós-graduada mais sensível ao género e aos grupos vulneráveis em Angola” desenvolvido em 2021 e 2022, no âmbito do Programa de Apoio ao Ensino Superior (UNI.AO).

Trata-se, disse, de um estudo cujo objectivo geral é compreender os freios e obstáculos internos e externos, para uma melhor inclusão social dos grupos vulneráveis ao nível da pós-graduação e a progressão na carreira docente.

Esperança da Costa deu a conhecer que neste estudo ficou demonstrado que dos vários constrangimentos identificados pelas mulheres no prosseguimento dos estudos, para além de questões financeiras e logísticas, foram identificadas barreiras que assentam em factores socioculturais e de âmbito institucional.

O estudo em causa serve também para demonstrar a preocupação do Executivo com a identificação das barreiras que mantêm a disparidade do género na ciência, para a tomada de decisão, formulação de políticas e implementação de medidas para se ultrapassar tais barreiras.

Alusivo ao “Março Mulher” e ao Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, assinalado a 11 de Fevereiro, o fórum visa promover a concertação de ideias, por via da partilha de informações e experiências.

Angop

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