Abril 25, 2024

Luanda – A interrupção interna das actividades desportivas em função da pandemia da Covid-19 foi apontada como causa da ausência de Angola nos Jogos  mundiais para atletas deficientes intelectuais, a disputar-se de 17 a 25 de Julho, em Berlim (Alemanha).

Em função da situação pandémica, Angola, tal como outros países do mundo, foi obrigada a restrições desde Março de 2020, dificultando a preparação de atletas para a participação inédita no evento mundial.

De acordo com o líder do programa desportivo-social denominado “Special  Olímpicos”, Jean Jacques da Conceição, outra situação que influenciou negativamente na preparação foi o quesito administrativo para a legalização da instituição a nível internacional.

Objectivo, segundo a fonte da ANGOP, é formatar atletas hábeis para representar Angola ao mais alto nível, se tratando de crianças com a condição cognitiva especial e que, por isso, precisariam de mais tempo para orienta-los.

Referiu que o país já conta com mais de dois mil atletas com cariz altista (síndrome down) e outros que trabalham com mais de 110 treinadores formados em 2022.

As olimpíadas de Berlim contam com a participação de atletas de diferentes modalidades, com destaque para o andebol, ténis e ténis de mesa, futsal, futebol, natação, voleibol e voleibol de praia.

Lançado em Angola, em Janeiro deste ano, pelo Ministério da Juventude e Desportos, “Special Olímpicos” é um programa que o Governo aderiu visando garantir atenção aos cidadãos com deficiência intelectual e a sua consequênte integração na sociedade.

Dados do Ministério da Educação revelam que até 2019 existiam no país 33.612 estudantes no subsistema de ensino especial, matriculados em 795 escolas, sendo 20 especiais e 775 inclusivas.

Origem do programa

O Special Olympics é um programa internacional de treinamento desportivo para pessoas com deficiência intelectual iniciado em 1968, quando a americana Eunice Kennedy Shriver organizou os Primeiros Jogos Internacionais de Verão, em Soldier Field (Chicago), Estados Unidos da América.

Desde 1968 nos EUA, milhões de crianças e adultos com deficiência intelectual participaram da Special Olympics. A organização conta com 500 mil voluntários, mais de 140 mil técnicos, alcançando 170 milhões de indivíduos com deficiência intelectual em mais de 200 (duzentos) países.

A filosofia do programa é baseada na crença de que as pessoas com deficiência intelectual podem, com instrução apropriada e incentivo, aprenderem a gostar e viverem os benefícios resultantes da participação em desportos individuais e em equipa.

Angop

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