Maio 19, 2024

A ministra das Pescas e Recursos Marinhos, Carmen Sacramento Neto, pediu o apoio da FAO para a formação de quadros em vários sectores, em particular o das Pescas.

De acordo com um comunicado a que o Jornal de Angola teve acesso, a governante manifestou este desejo, quarta-feira, numa audiência à margem da 43ª plenária da Organização da Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), com o director-geral da agência, Qu Dongyu, com quem analisou as principais preocupações do país no domínio dos programas em curso para a Agricultura e Pescas.

Carmen Sacramento Neto adiantou que o pedido de apoio de formação surge numa altura em que o peixe é dos principais produtos consumidos pelos angolanos, muito por conta da aquicultura continental.

A ministra das Pescas e Recursos Marinhos disse que tal como a produção agrícola, em Angola a criação e reprodução da tilápia tem crescido muito em várias regiões do país, “fruto do bom trabalho sobre o mapeamento das potenciais zonas para a produção agrícola, efectuado no quadro da cooperação entre o Governo de Angola e a FAO”.

O secretário de Estado para a Agricultura e Pecuária, João Manuel da Cunha, que também integra a delegação, adiantou que o Governo de Angola pretende expandir o apoio que concede à agricultura familiar que é responsável por 90 por cento da produção agrícola nacional, e ao Projecto Escolas de Campo, para melhorar a capacidade de produção.

O governante acrescentou que o suporte técnico da FAO é bem-vindo para ajudar o país a aumentar a produção agrícola que no ano passado teve um crescimento de 5,6 por cento em busca da auto-suficiência alimentar.

“Essa é uma das grandes apostas do Governo angolano para reduzir a fome e a pobreza”, referiu.

Por outro lado, o director-geral da FAO, Qu Dongyu, manifestou a disponibilidade da agência em continuar a apoiar os projectos que forem viáveis e recomendou a Angola para o reforço do controlo da qualidade dos principais produtos, tanto agrícolas, como piscatórios.

Durante a audiência de Qu Dongyu com a delegação angolana foram analisadas questões como a admissão de quadros na Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, o impacto das alterações climáticas e a implementação da estratégia de Angola para a resiliência dos sistemas alimentares da FAO.

JA             

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