Fevereiro 29, 2024

O Instituto Nacional de Fomento da Sociedade de Informação (INFOSI) vai vender às empresas nacionais privadas os direitos de comercialização do domínio “.ao”, como revendedores oficiais autorizados, informou, ontem, o director da instituição, André Pedro.

Para o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, a cedência de tal autorização vai permitir às empresas estarem bem protegidas contra os ataques cibernéticos, que actualmente são um grande desafio e preocupação para a sociedade, em particular a classe empresarial.

Mário Oliveira explicou que os domínios são a identidade dos países e organizações no espaço cibernético, portanto, considerados bandeiras de um determinado  país. “A gestão correcta deste mecanismo representa a defesa do país e das organizações nacionais no mundo da Internet”.

O MINTTICS, continuou, é a entidade que tem a responsabilidade do domínio “.ao”. O ccTLD, esclareceu, é a fonte autoritária de cada país para a emissão e gestão dos endereços nacionais na Internet. Através da operação “ccTLD”, explicou, é possível representar a identidade de Angola no espaço cibernético.

O ministro disse que a utilização de domínios de topo é essencial para qualquer negócio ou empresa que deseja aumentar o alcance, visibilidade e presença online. “Eles permitem criar um nome único, alcançar o público alvo, aumentar a visibilidade, além de um maior controlo sobre o site de cada empresa ou instituição”, destacou.

A utilização do domínio “.ao”, continuam, por parte das empresas e instituições nacionais é extremamente benéfica, recomendada e por meio destes, a maioria das organizações e das empresas vai poder contribuir para a melhoria do ambiente de negócios no país.

Ganhos da gestão em tempo real

Mário Oliveira assegurou que com a apresentação de uma nova página para a gestão do domínio “.ao” em tempo real e novas funcionalidades vai ser possível contribuir para maior divulgação e relevância dos conteúdos da geografia angolana, nos motores de busca internacionais como a Google. “Além disso, vai facilitar na identificação das empresas e organizações nacionais, a nível internacional, durante a utilização do espaço cibernético”.

O ministro disse ainda que a abertura de um ccTLD tende a dar mais oportunidades para um país no mercado digital, por permitir o surgimento de novas competências digitais, ideias e negócios.

Em Angola, avançou, há um número crescente de jovens criadores e iniciantes a entrar no mercado de trabalho, sendo a Internet um espaço fértil e generoso para a criação de negócios a baixo custo e com alcance mundial.

Entre as vantagens da nova ferramenta, disse, há a realçar a transferência, cancelamento e a realização de pagamentos pelos grupos de serviços contratados.

Passos significativos

Em 2019, referiu, o MINTTICS deu um passo significativo na expansão do sector de registos de domínios em Angola, com a criação do DNS .ao, página oficial do TLD .AO e a loja domínios .ao.

De acordo com o ministro, a criação desse sistema, com o patrocínio do MINTTICS, permitiu acelerar a adopção de domínios, por parte das entidades e empresas nacionais. “Queremos que o mercado siga crescendo, de forma harmoniosa e saudável, uma vez que o MINTTICS vai continuar a assumir o papel de supervisor do Instituto Nacional de Fomento da Sociedade de Informação”, garantiu.

Mário Oliveira avançou que o Instituto Nacional de Fomento da Sociedade de Informação tem registados, até hoje, um total de 6.000 domínios, um passo significativo em relação aos  400 existentes em 2018.

A responsabilidade de supervisão é do INFOSI

Com a implementação do novo serviço, o Instituto Nacional de Fomento da Sociedade de Informação (INFOSI) detém, apenas, desde ontem, a responsabilidade de supervisão do domínio “.ao”.

“Vamos licenciar, pela primeira vez, empresas homologadas pelo INFOSI para exercerem a actividade plena de revendedores oficiais autorizados de domínios com sufixo .ao”, disse André Pedro.

Para o director-geral do instituto, o principal objectivo do projecto é capacitar o sector das Tecnologias de Informação de Angola, com uma nova aplicação de comércio electrónico melhorada para registo e gestão privada de domínios.

Durante a apresentação do domínio “.ao”, num acto presidido pelo ministro Mário Oliveira, o director-geral do INFOSI disse que doravante, a instituição vai apresentar as estatísticas de quantos domínios existem no país e no exterior.

O novo serviço de registo de domínios, afirmou, vai permitir, igualmente, esclarecer questões relacionadas aos crimes cibernéticos. “Grande parte dos crimes são atribuídos a Angola, mas com o novo serviço, vamos poder separar as coisas e identificar com maior precisão a origem dos ataques cibernéticos”.

André Pedro esclareceu que há infra-estruturas com o domínio “.ao” a funcionarem no exterior do país. “Doravante, todo aquele domínio que não estiver no espaço angolano não pode ser usado para atribuir as responsabilidades criminais ao país”, informou.

Entretanto, sublinhou, apenas as empresas oficiais autorizadas vão poder fazer a comercialização do domínio, num valor de 10 mil kwanzas por ano. “Aqueles que já têm as contas criadas, vão permanecer, porém, com uma única funcionalidade que é a renovação do domínio”.

  Mudanças de domínio transaccional

O director do INFOSI explicou que  a instituição tinha o papel de administradora da página do domínio “.ao”, antes de domínio transaccional  comercializado, apenas as identidades. Agora, esclareceu, a instituição deve ser apenas o supervisor dos domínios e o sector privado deve responsabilizar-se pelas vendas dos domínios.

“Estas funcionalidades são entregues ao ramo privado, no sentido de dinamizar melhor o sector da presença digital das empresas angolanas no espaço cibernético”, disse, acrescentando que a meta é garantir maior segurança na busca das soluções tecnológicas na Internet.

O serviço de registo do domínio “.ao” vai permitir aos cidadãos identificar as origens dos sufixos ou terminações dos países, ao efectuarem uma compra, ou utilizarem outros serviços através da Internet.

O sócio-gerente da empresa Lelo, uma das revendedoras autorizadas de domínios, acrescentou que com a implementação desta plataforma as empresas vão ter mais segurança e o benefício de possuírem a identidade própria e certificada.

Para Rui Santos, com isto vai ser possível criar facilidades e potenciar mais novas empresas revendedoras, capazes de gerar outros negócios, através de páginas de Internet, ou serviços de seguranças.

JA

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