Abril 25, 2024

O Centro de Hemodiálise de Cabinda, foi reforçado, quinta-feira, com materiais gastáveis para melhorar as condições de atendimento aos pacientes que padecem de insuficiência renal em processo de diálise.

O material gastável hospitalar foi disponibilizado pelo Governo local, durante uma visita que a governadora Mara Quiosa efectuou, ontem, àquela unidade sanitária, no intuito de averiguar as condições de atendimento aos pacientes e o funcionamento da instituição. A directora do Centro de Hemodiálise de Cabinda agradeceu o gesto e aproveitou a ocasião para descrever a estrutura técnica da instituição, informando que o hospital dispõe de 41 monitores e semanalmente 123 pacientes, entre os 17 e 68 anos, realizam sessão de hemodiálise.

Dolila Bessa Denvo destacou que o centro tem todas as condições, desde equipamentos de ponta, recursos humanos e alimentação para atender os pacientes, inclusive os casos crónicos, assim como um transporte para apoiar os doentes. A unidade hospitalar, disse, dispõe ainda de áreas de serviços, cinco salas de tratamento, duas de indução de hemodiálise, consultórios médicos e laboratórios de análises clínicas. Inaugurado em Abril de 2021, pelo ministro da Defesa, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, João Ernesto dos Santos, o centro tem a capacidade para atender 243 pacientes distribuídos, em três turnos.  

 Satisfação dos doentes

Os pacientes do Centro de Hemodiálise de Cabinda mostraram-se satisfeitos com a visita da governadora à unidade hospitalar, na companhia do vice-governador para o sector Social e Político, Miguel dos Santos de Oliveira. Na sala de hemodiálise, Mara Quiosa transmitiu aos pacientes o sentimento de segurança e os informou que o Governo local vai continuar a fazer de tudo para estes serem bem cuidados. “Saibam que não estão sozinhos na cama do hospital. O Governo está sempre disposto a apoiar na base do princípio de solidariedade humana”.

  De Portugal para Cabinda

Natural de Cabinda, Artur Bravo padece de insuficiência renal há 29 anos. Por falta de um hospital especializado na província, teve de fixar residência em Portugal para as sessões de hemodiálise.

Depois de 27 anos em Portugal, disse, apercebeu-se da existência do Centro de Hemodiálise de Cabinda e decidiu regressar à terra natal e dar sequência ao tratamento. “Os cuidados não diferem muito aos de Portugal”.

Pela experiência, Artur Bravo disse que Angola é dos poucos países em África, onde o tratamento de doenças renais é gratuito. “No Congo por exemplo, onde já estive, você não pode usufruir do serviço sem dinheiro” afirmou.

O paciente apelou aos cidadãos a cuidarem-se e adoptarem um estilo de vida moderado, em especial quanto à alimentação, assim como a evitarem o consumo de álcool. “É preciso dormir o máximo possível”, aconselhou. Aos 70 anos, Artur Bravo disse que só está vivo até hoje por cumprir com o tratamento há 29 anos.

JA

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