Fevereiro 25, 2024

 

O presidente do MPLA, João Lourenço, apelou, segunda-feira, aos membros do Comité Central do Partido a manterem o foco no que é essencial para o cumprimento do programa de Governo sufragado nas urnas, em Agosto de 2022, pela grande maioria dos eleitores.

João Lourenço discursou na abertura da 5.ª Reunião do Comité Central e garantiu que vão continuar a trabalhar para manter o MPLA como o melhor partido de Angola, sendo o mais inclusivo, o que combate o racismo, o tribalismo, defende a unidade da Nação e promove a igualdade de género.

“Não nos deixemos destruir pelas manobras de diversão a que vimos assistindo ultimamente e que visam desgastar-nos e consumir em vão as nossas energias”, advogou o líder do MPLA.

De acordo com o presidente do partido vencedor das eleições de Agosto de 2022, o MPLA vai continuar a trabalhar para o bem-estar dos angolanos, na satisfação das suas necessidades básicas de alimentação, energia, água potável, habitação, educação, saúde e outras, a que tem prestado uma atenção particular e permanente.

Mas, para entenderem estas e outras aspirações e necessidades, segundo João Lourenço, o partido precisa de estar mais enraizado na sociedade, nas ONG, nos sindicatos, nas ordens profissionais, nas igrejas, nas organizações juvenis e femininas sem conotação partidária. O MPLA tem de estar em todos os segmentos da sociedade.

“O que o povo espera de nós é, sobretudo, a nossa presença, é a força da nossa palavra, da nossa mensagem, sem necessidade de oferta de bens materiais. Hoje dizemos ‘todos para as bases, todos para as comunidases’, não para trabalhar com os nossos militantes que lá estão, porque isso não conta, mas para trabalhar com os angolanos”, considerou o líder do MPLA.

De acordo com João Lourenço, a actividade do partido não se pode reduzir aos comícios, que são necessários e importantes e que acabam por ser uma festa, mas sim a de levar os militantes, amigos e simpatizantes a trabalhar todos os dias, no bairro, na comunidade, ali onde estiverem, na mobilização daqueles angolanos que não são militantes.

Fez saber que desde a sua fundação em 1956, os adversários sempre apostaram fortemente na destruição do MPLA, estimulando a divisão interna, através da criação de facções reais ou virtuais.

João Lourenço sublinhou que o MPLA é um partido maduro e sólido, que vai continuar a apoiar o povo que jurou defender. “Por isso, sempre que surgem tais tentativas por parte de quem sempre fez leituras erradas ao longo da história, temos sabido superar e sair cada vez mais fortalecidos, como ficou demonstrado recentemente no Parlamento, onde os nossos deputados derrotaram a farsa montada e demostraram, mais uma vez, que a unidade e a coesão interna do partido nunca estiveram em causa, são inabaláveis”.

Empenho na economia

João Lourenço lembrou que a reunião do Comité Central do Partido decorreu uma semana depois de terem comemorado o sexagésimo sétimo aniversário da fundação do MPLA.

Frisou que foram 67 anos de luta pela causa do povo angolano, durante os quais enfrentaram vários desafios, mas também importantes vitórias, com realce para a Independência Nacional, a vitória sobre os agressores estrangeiros e o alcance da paz definitiva.

O também Presidente da República acrescentou que a paz trouxe consigo o ambiente propício que tornou possível o início do processo de reconstrução das principais infra-estruturas destruídas pela guerra, processo que continua em paralelo com a construção de novas infra-estruturas importantes para o desenvolvimento económico e social do país.

João Lourenço afirmou que o país está empenhado em construir, de facto, uma verdadeira economia de mercado, que dá primazia ao sector Empresarial Privado na produção de bens e serviços para o consumo interno e para exportação, criando ao mesmo tempo maior oferta de empregos para os cidadãos angolanos, no geral, e para os jovens, em particular, porque são a força motriz para vencer as batalhas do presente e do futuro.

O líder do maior partido angolano garantiu, também, que estão apostados na diversificação da economia, atraindo os investidores que possam desenvolver os diferentes ramos da economia, com o Governo a realizar um conjunto de reformas políticas e económicas, e a tomar medidas que têm como objectivo a criação de um bom ambiente de negócios.

Determinação no combate à corrupção

Entre essas medidas para a criação de um saudável ambiente de negócios, o Presidente realçou o combate corajoso contra a corrupção e a impunidade, ameaças consideradas anos atrás como o segundo maior desafio do país depois da guerra, que ceifou o tecido económico e social de Angola.

Numa altura em que se comemorou, a 9 de Dezembro, o Dia Mundial Contra a Corrupção, segundo João Lourenço, é oportuno reafirmar perante o partido, que os incumbiu de o fazer, a determinação em levar este combate avante.

O presidente do MPLA disse que já era de se esperar que as conhecidas forças retrógradas da sociedade, ao invés de aplaudir e encorajar as instituições envolvidas nesta luta sem tréguas, preferem dizer que não se está a fazer nada, mesmo com os factos à mostra, porque os actos da Justiça, a partir de determinada fase dos processos, passam a ser do domínio público.

Este comportamento, continuou João Lourenço, visa distorcer a realidade dos factos, porquanto essas pessoas, organizações ou partidos políticos fizeram uma clara aliança com aqueles que, durante anos, utilizaram em grande escala o erário e bens públicos em benefício próprio e que hoje, na tentativa de regresso ao passado dourado, financiam a luta para derrubar o MPLA, partido político verdadeiramente empenhado na luta contra a corrupção.

A anteceder a reunião do Comité Central (CC), teve lugar, ontem, um encontro do Bureu Político. A reunião do CC encerra apenas hoje.

Visita histórica aos Estados Unidos

João Lourenço fez uma incursão da visita histórica realizada, recentemente, aos Estados Unidos da América (EUA), afirmando que ultrapassou todas as expectativas, a julgar pelos resultados e pelo que pode representar para a economia angolana nos próximos anos.

“Na Cimeira EUA-África, o Presidente Joe Biden anunciou perante nós, Chefes do Estado africanos, que os Estados Unidos da América iriam mudar o paradigma das relações de cooperação com o continente africano, incrementando o investimento directo americano e financiando a construção de importantes infra-estruturas no transporte ferroviário que facilite a integração regional, na produção e transporte de energia, sobretudo de fontes limpas e amigas do ambiente, nas Telecomunicações, na Agricultura e Segurança Alimentar, no Comércio, na Defesa e Segurança e na Exploração Pacífica do Espaço”, explicou o Presidente da República.

João Lourenço fez saber que Angola se tornou no primeiro país a começar a receber os benefícios desta parceria estratégica, com o financiamento ao consórcio que vai explorar o Corredor do Lobito, importante infra-estrutura logística que trará benefícios ao comércio regional e internacional.

Referia-se, ainda, do financiamento do projecto de produção de energia fotovoltaica no Sul de Angola, com o fito de beneficiar as populações das províncias da Huíla, Namibe, Cunene e do Cuando Cubango.

João Lourenço realçou que as autoridades angolanas e norte-americanas acreditam nas vantagens que ambos os países terão com o fortalecimento das relações económicas, bem como com o aprofundamento da parceria estratégica que estão a desenhar e realizar em conjunto.

“Tudo quanto temos vindo a fazer a nível interno com as reformas políticas e económicas, assim como no âmbito da nossa já dinâmica diplomacia económica, visa fortalecer as bases do Estado Democrático de Direito, tornar a nossa economia mais diversificada e competitiva, de forma a atrair mais investimento privado, produzir mais bens e serviços, reduzir as importações, aumentar as exportações, aumentar a oferta de emprego, indo ao encontro da máxima de Agostinho Neto quando dizia que  “o mais importante é resolver os problemas do povo’”, realçou o líder do MPLA.

50 anos independente do jugo colonial

O Presidente João Lourenço sublinhou que em 2025 o país vai completar e comemorar, com toda a dignidade, os 50 anos da sua Independência do jugo colonial.

Disse que será um acontecimento da mais alta importância política e histórica para a vida de Angola e dos angolanos e que merece o envolvimento de toda a sociedade na organização dos festejos alusivos à data.

João Lourenço asseverou que o Executivo, os partidos políticos, as igrejas, as organizações desportivas, culturais e, de uma forma em geral, toda a sociedade angolana são chamados a contribuir para o sucesso das festividades comemorativas.

Reforçou que o Executivo está a seleccionar importantes projectos de infra-estruturas que devem ser concluídas e inauguradas no decorrer das jornadas dos 50 anos, que se estenderão por todo o ano de 2025.

Ao terminar, João Lourenço desejou aos presentes, votos de um Feliz Natal e um Ano Novo próspero.

JA

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