Fevereiro 25, 2024

Mais de 200 trabalhadores da empresa de Transportes Colectivos e Urbanos de Luanda (TCUL), que se encontram suspensos há três meses, por alegado desvio de meios da empresa, começaram, muito deles, no mês passado, a serem despedidos e indemnizados pela TCUL, soube o Novo Jornal junto dos visados.

 

 Uma fonte da direcção da TCUL avançou que há excesso de funcionários e o processo de rescisões de contratos visa somente reestruturar a empresa.

Esta semana, segundo a comissão sindical da CGSILA da TCUL, 15 funcionários com mais de 20 anos de serviço na TCUL, incluindo quadros seniores da empresa, foram despedidos. A direcção da empresa remeteu-se ao silêncio, quando contactada pelo Novo Jornal.

Segundo os visados, foram suspensos em Novembro de 2023, pela direcção da TCUL, através do gabinete jurídico, com o fundamento de que terão furtado meios da empresa na base do Cazenga.

Conforme estes funcionários, apesar da suspensão, os seus ordenados têm sido regulares e completos todos os meses, mas lamentam o facto de estarem em casa sem data para o regresso ao trabalho.

Entre os trabalhadores suspensos, muitos estão já a ser despedidos e indemnizados pela direcção da TCUL, como os próprios reportaram esta semana ao Novo Jornal.

Esta quarta-feira,7, contam os visados, seis trabalhadores, da lista dos mais de 200 funcionários suspensos, foram chamados à direcção via telefone e receberam a carta de rescisão de contrato.

José António Panzo, secretário da comissão sindical da SGSILA na TCUL, disse ao Novo Jornal que muitos dos trabalhadores despedidos têm mais de 20 anos de serviço e alguns já estão a caminhar para a reforma.

Segundo o sindicalista, os despedimentos na TCUL começaram em Janeiro de forma massiva e diz ter informações que a lista será extensa.

O sindicalista conta que até trabalhadores e membros da comissão sindical que não estão na lista dos suspensos foram também despedidos.

Entretanto, uma fonte ligada à direcção da TCUL, que preferiu não ser identificada, contou que há na TCUL excesso de funcionários, sobretudo na base do Cazenga, e que segundo a previsão da nova direcção, dos 1.700 funcionários existentes, apenas 725 serão precisos no processo de reestruturação “para ter um quadro óptimo”.

José António Panzo, secretário da comissão sindical, lamenta que a direcção esteja a despedir e, ao mesmo tempo, a contratar novos funcionários para a empresa.

Sobre o assunto, o Novo Jornal tentou o contacto com o PCA da TCUL, Nelson Pereira Jorge, para os devidos esclarecimentos, mas não obteve resposta, pelo que continua a tentar.

NJ

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