Maio 19, 2024

A ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, participa, desde quarta-feira, na cidade de São Paulo, Brasil, na primeira reunião dos ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais do G20, no âmbito da presidência rotativa daquela organização pelo Brasil.

Segundo um comunicado, os membros da  delegação angolana estão envolvidos nas agendas dos sete grupos de trabalho,    nas reuniões dos vice-ministros das Finanças e vice-governadores dos bancos centrais e dos ministros e governadores dos bancos centrais do G20.

 A agenda da delegação angolana contempla, ainda, reuniões bilaterais da ministra das Finanças com o seu homólogo do Brasil, Fernando Haddad, e com o subsecretário do Departamento  do Tesouro Americano, Jay Shambaugh, para abordarem assuntos do âmbito da cooperação bilateral e multilateral.

Angola participa, igualmente, na trilha Sherpas, composta por 15 grupos de trabalho e duas forças-tarefa, através do Ministério das Relações Exteriores, que engaja as diversas instituições nacionais de acordo com as várias temáticas da agenda de trabalhos Sherpas.

Ao assumir a presidência do G20, o Brasil anunciou que convidaria oito países não-membros para participarem nas reuniões de especialidade e cimeiras do seu programa de trabalho, nomeadamente Angola, Egipto, Nigéria, Espanha, Portugal, Noruega, Emirados Árabes Unidos e Singapura.

A perspectiva é ventilar um realinhamento da política externa brasileira com a agenda dos outros países em desenvolvimento, focalizando a sua presidência em três prioridades: “Inclusão Social e Combate à Fome e à Pobreza”,  “Transição Energética e Desenvolvimento Sustentável” e a “Reforma das Instituições de Governação Global”. 

Os ministros das Finanças e vice-governadores dos bancos centrais do G20 discutem assuntos ligados ao papel das experiências nacionais e da cooperação internacional das políticas económicas para resolver a desigualdade, perspectivas do crescimento económico global, inflação, emprego e estabilidade financeira, tributação internacional para o século XXI e o papel da dívida global e das finanças para o desenvolvimento.

 O G20, criado em 1999, é formado pelos ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais das 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia e a União Africana, admitida como membro permanente em 2023, e conta com duas trilhas, a das Finanças,  Sherpa e Forças-tarefas. O Brasil defendeu, ontem, uma nova globalização centrada nos desafios sociais e ambientais que o mundo atravessa, na abertura oficial do encontro.

“Precisamos entender as mudanças climáticas e a pobreza como desafios verdadeiramente globais, a serem enfrentados por meio de uma nova globalização ‘socioambiental’”, disse o ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad, que discursou na abertura da reunião.

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