Abril 25, 2024

O Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional confirmou que 2023 foi um ano difícil e de muitos desafios, mas que as bases para o retoma em 2024 e as contribuições a partir de 2025 estão lançadas.

O Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que o crescimento económico em Angola recupere no curto prazo.

Este cenário resultará na melhoria da produção petrolífera e na recuperação do setor não petrolífero.

A informação consta do relatório final da consulta do Artigo IV de 2023 com Angola, disponível desde o final do dia de sexta-feira (8) nos canais de comunicação do FMI.

O Artigo IV dos estatutos do FMI prevê a avaliação regular da política económica dos estados-membros. A acção implica uma avaliação quanto à compatibilidade das políticas com a estabilidade do sistema monetário internacional.

Segundo o Fundo Monetário Internacional, antevê-se a contínua alta temporária da inflação este ano, mas com diminuição gradual a partir de 2025. A queda dos indicadores de inflação decorrerá à medida que os efeitos da remoção dos subsídios e da repercussão da depreciação dos impostos de câmbio nominal diminuem.

Não menos importante, explica o Fundo, é o facto do saldo orçamental primário para melhorar e manter positivo, dada a continuação da reforma dos subsídios aos combustíveis; menor serviço da dívida a partir de 2024 e a recuperação do crescimento.

“Os riscos descendentes para as perspectivas de curto prazo incluem uma queda maior do que o esperado nos preços mundiais do petróleo e/ou na produção interna de petróleo, bem como um atraso na implementação da reforma dos subsídios aos combustíveis. Os riscos ascendentes resultariam principalmente de preços do petróleo superiores ao esperado”, lê-se.

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