Maio 18, 2024

EM JANEIRO DE 2024

Após superar o sector do comércio que liderava os créditos bancários desde 2014, o crédito a particulares, que pressupões ser o consumo, foi o que mais viu o crédito crescer entre Julho e Novembro de 2023. Em Janeiro de 2024, o consumo volta a ser o sector com maior volume de crédito.

O crédito a particulares, que pressupõe ser consumo, voltou a superar o sector do comércio no ranking dos sectores com o maior volume de crédito no mês de Janeiro, ao atingir um total de 1,2 biliões Kz, um crescimento de 2,6% ao mês anterior, de acordo com cálculos do Expansão com base em dados do Banco Nacional de Angola (BNA) sobre o stock de crédito na banca.

Esta tendência de maior volume de crédito a particulares foi iniciada ainda durante o ano passado, depois de superar o sector do comércio, que liderava os créditos bancários desde 2014. O crédito ao consumo liderou este ranking entre Julho e Novembro de 2023, mas voltou a perder o lugar em Dezembro do mesmo ano para o comércio.

De acordo com os dados do BNA, em Janeiro de 2024 o sector do comércio, apesar de ter sofrido uma redução de 4% em relação a Dezembro de 2023, é o segundo com maior volume de créditos, com um total de 1,22 biliões Kz, equivalentes a 20% do stock de crédito bancário no arranque deste ano.

Assim, juntos, os sectores do comércio e consumo valem 41% de todo o stock de crédito da banca nacional no mês de Janeiro, equivalente a cerca de 2,46 biliões Kz.

Por outro lado, em termos globais, o crédito bancário à economia nacional encolheu 1,5% no espaço de um mês, passando de quase 6,1 biliões Kz para pouco mais de 6,0 biliões Kz. Contas feitas, são menos 92,7 mil milhões Kz do que em Dezembro de 2023. E os principais “culpados” por esta descida são os sectores do comércio (-51,6 mil milhões Kz), da administração pública e defesa e segurança social (-37,8 mil milhões Kz) e indústria extractiva (-31,5 mil milhões Kz).

Destaque ainda para agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca com uma redução de -22,8 mil milhões Kz.

Em marcha inversa, além do consumo, entre os sectores que mais contribuíram positivamente para a subida do stock de crédito na banca destacam-se a construção (11,3 mil milhões), actividades das famílias empregadoras de pessoal doméstico (11,1 mil milhões) bem como o sector da informação e comunicação, com um valor em volta de 9,1 mil milhões Kz.

Apesar do sector do comércio ter sido o que mais impacto causou para a redução do total de crédito concedido pela banca, de forma isolada o sector que mais decresceu desde o último mês do ano passado foi o sector da educação, com uma queda de 13%. E o que mais cresceu foi o da captação, tratamento e distribuição de água e saneamento com uma variação positiva de 223%.

EXPANSÃO

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