Abril 25, 2024

O atendimento em todas as consultas em alguns hospitais das comunas do Munonga e da Cabuta, do município do Libolo, está condicionado à limpeza dos arredores das unidades sanitárias, pelo acompanhante do hospital.

A denúncia é do secretário municipal da UNITA no Libolo, província do Cuanza Sul, Gika Aníbal Raimundo, que falava nesta quinta-feira em Conferência de imprensa, que visou apresentar a realidades social do município, depois de uma visita de trabalho a vários sectores de actividade naquela região do país.

Segundo o político, o sector da Saúde é que tem um quadro preocupante.

“Que certos cidadãos, lá na comuna do Quissongo, para ser atendido no posto médico, é necessariamente fazer campanha. Nós pensamos que fosse apenas um caso isolado. Você vem com a tua criança, primeiro você tem de fazer campanha ao redor do posto médico, também encontramos a mesma situação na caputa. Nós vimos [pessoas que] deixaram a criança lá com febres, têm de capinar primeiro, só depois é que vai ser atendido”, denunciou.

Quanto ao hospital Municipal do Libolo, o político da UNITA disse que têm carência de médicos das especialidades como de estomatologia, oftalmologia e bloco operatório.

A falta desses serviços, segundo o político, tem obrigado os cidadãos com necessidades de atendimento nestas especialidades, a percorrerem centenas de quilómetros para encontrar tratamento nos municípios do Sumbe, Wako Kungo e também em Luanda, capital do país.

Por sua vez, o administrador municipal do Libolo, Rui Feliciano Miguel, que é também o primeiro secretário do MPLA naquela localidade, começou por confirmar a carência de médicos especializados, tendo dito, à Emissora Católica de Angola, que estão a aguardar pelo próximo concurso público do sector da saúde para contemplar o hospital.

“A falta de recursos humanos, continuamos a aguardar que haja concursos públicos, dos poucos que a província tem se beneficiado, temos recebido alguns técnicos, mas não temos na proporção da especialidade que acabou de mencionar, por tanto é uma situação que nós já encontramos, que é de domínio de todos […]”, disse, apelando à calma.

Sobre a denúncia de que familiares e acompanhantes de doentes são obrigados a fazer campanha de limpeza ao redor do posto médico do Munonga e do Quissongo para ser atendido, Rui Feliciano Miguel considerou de aproveitamento político por parte do político da UNITA.

“Dizer que não é verídica essa informação. É uma informação que alguém quer tirar proveito qualquer, acreditamos nós, porque não é prática nossa no município do Libolo. Nunca aconteceu e não vai acontecer agora. Mas é normal que numa comunidade se possa fazer campanha de limpeza em prol das escolas”, esclareceu.

CK

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *