Abril 21, 2024

 

A comunidade angolana residente no exterior defende maior divulgação das potencialidades do país, para facilitar a atracção de investimentos.

A preocupação foi apresentada, ontem, em Luanda, pela representante no Reino de Espanha, Ngueve Sousa, durante o 1° Encontro Nacional com os angolanos residentes na diáspora, tendo sublinhado que o país precisa de diversificar a economia,  de modo a intensificar as exportações e aprimorar e reforçar as ferramentas que garantam a estabilidade económica.

Segundo a delegada vinda de Espanha, o encontro nacional com a comunidade residente no estrangeiro, que decorre sob o lema “Angola, o país real no contexto político, económico e social”, vai tornar os delegados capazes de exercer influência junto das entidades competentes, com vista a permitir ao país realizar actividades com base nas suas reais condições, “cujo foco é colocar Angola no concerto das nações como um país que se quer desenvolvido e respeitado”.

Ngueve Sousa sublinhou que só será possível atingir este objectivo com uma cooperação activa e dinâmica, que garanta o progresso e o bem-estar das populações.

“A realização efectiva da cooperação passa pela capacidade da diplomacia em divulgar de forma permanente as oportunidades de desenvolvimento que Angola oferece”, salientou.

Já a representante da delegação que veio do Reino de Marrocos, Anacelma Diogo, considera que para se atrair investimentos em Angola é necessário desenvolver um trabalho a nível das embaixada que promova verdadeiramente o país junto de potenciais investidores e não apenas com simples comerciantes sem poder para fazer as coisas acontecerem.

Anacelma Diogo defende, ainda, um maior trabalho de divulgação das potencialidades que identifiquem o país a nível internacional.

“Há necessidade de se fazer uma acção coordenada e de forma massiva para divulgar as potencialidades de Angola, de modo a atrair mais investidores”, realçou a representante da diáspora no Reino de Marrocos.

O delegado no Reino da Bélgica, Nelson José, que apresentou o tema “Capacidades e Fontes de Energia Disponíveis, Projectos a Médio e Longo Prazos”, revelou que a delegação que dirige tem desenvolvido vários programas ligados ao projecto de instalação de painéis fotovoltaicos junto das comunidades.

Nelson José salientou que o projecto de energias renováveis vai auxiliar a rede eléctrica já existente em Angola, com a perspectiva de formar cerca de cinquenta jovens nesta área.

O presidente do Movimento Nacional Angola Real (MONAAR), Mateus Sebastião, garantiu que as várias temáticas que estão a ser debatidas vão permitir levar ao Executivo as principais inquietações dos angolanos residentes na diáspora.

“A questão que congrega os angolanos na diáspora é no sentido de proporcionar um ambiente que faça com que interajam com aquilo que é Angola na perspectiva real e que país se pretende ter”, adiantou.

Mateus Sebastião informou que o MONAAR está a trabalhar na base de constatação de pesquisas e investigação, no sentido de recomendar aos angolanos residentes na diáspora como devem participar no processo para que o país possa vencer a crise económica e atinja o desenvolvimento económico e social.

O presidente do Movimento Nacional Angola Real (MONAAR) anunciou que após o 1° encontro com os angolanos residentes no exterior, os 300 jovens participantes vão visitar vários pontos históricos do país, com destaque para o Memorial Dr. António Agostinho Neto.

“O roteiro começa em Luanda, com a participação nos eventos em alusão ao Dia da Paz e Reconciliação Nacional. Vamos depois visitar infra-estruturas na capital do país, numa acção conjunta com o Governo Provincial de Luanda”, anunciou.

JA

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