Abril 3, 2025

Mário Rosa de Almeida é a escolha de um grupo de federações desportivas nacionais, para substituir Gustavo da Conceição na presidência do Comité Olímpico Angolano (COA).

A vasta experiência do vice-presidente cessante do organismo, no qual já desempenhou a função de secretário-geral, suporta a preferência das lideranças de várias modalidades, para uma eventual candidatura ao cargo, por possuir um conhecimento profundo do movimento olímpico e ser uma pessoa bem cotada junto das instituições internacionais. 

Este posicionamento é partilhado pelo número um da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), Moniz Silva.

“É uma pessoa com muita experiência, por isso chegou a altura de dar um passo em frente. Para o basquetebol, é uma boa escolha pelos anos de experiência. Conhece quase todas as modalidades e é bem conhecido e reconhecido pelas organizações internacionais. Angola não estaria mal servida na história. Não é só do andebol. É um desportista nato”.

Sem rodeios, o líder máximo da segunda modalidade mais titulada do país, no continente, assegurou a aposta do basquetebol em Mário Rosa de Almeida “desde a primeira hora”, antes de sinalizar a existência de abordagens a nível de federações: “Já falámos e temos aí um movimento que apoia a sua candidatura”.

A corrida para substituição de Gustavo da Conceição, no cadeirão máximo do COA, ainda não está agendada.

Desejo de mudanças

Moniz Silva espera que, em caso de vir a ser bem-sucedida, a escolha traga um novo dinamismo, um maior diálogo com as federações e mais clareza , principalmente na altura das competições olímpicas. “Que não haja tantos temas como tem havido, como dificuldades nos apoios. As selecções têm de ter tempo para se preparar”. 

O dirigente desportivo acrescentou que sabe que houve muitos transtornos com o andebol na preparação para os últimos Jogos de Paris.

Por sua vez, o processo eleitoral das federações serve de base de comparação para o presidente da FAB, que destaca as disputas com mais de dois concorrentes. “Chegou a altura de o Comité Olímpico também nos dar exemplo. Mostrar democracia. Dar a conhecer as suas ideias. Não queremos só entregar testemunhos. Acabou o tempo de entregar testemunhos”. 

“Queremos ouvir quais são as ideias, e o Mário Rosa é uma pessoa com conhecimento e ideias claras”, sublinhou.

Em finais de Outubro passado, o vice-presidente cessante da instituição, também jornalista desportivo, foi distinguido com o “Prémio Carreira” da Associação dos Comités Olímpicos Nacionais (ANOC), durante uma gala no Centro de Congressos do Estoril, Portugal, à margem da 27.ª Assembleia-Geral do organismo.

JA

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