Abril 4, 2025

Vinte oficiais dos três ramos das Forças Armadas Angolanas reclamam o pagamento dos subsídios de embarque e de bolsa

Um grupo, de cerca de vinte Oficiais dos três ramos das Forças Armadas Angolanas, (FAA), integrado por Oficiais Superiores, Capitães e Subalternos, que se encontra em formação no Instituto de Defesa de Línguas (DLI), no Estado do Texas, EUA, desde Setembro de 2024.

Redacção

Na denúncia pública chegada a mesa da nossa redacção, o grupo manifesta o seu descontentamento com o Comando Central das FAA, pelo facto de, este não honrar com os compromissos que lhes são inerentes, nomeadamente o pagamento dos subsídios de embarque e, o de bolsa, a que têm direito.
Os militares alegam que, as instituições afins são useiras e vezeiras nestas práticas.
“Dizem que, não é a primeira vez que isso acontece e, que demais colegas em formacão em outros países, como a Rússia, Cuba, passam pelas mesmas peripécias”, refere o documento.
Segundo um dos militares, vezes há que os subsídios, por razões desconhecidas, só são pagos anos depois de se regressar ao país.
“Isso é um insulto grave à nossa dignidade e paciência”, desabafou irritado um oficial.
Os oficiais, dizem, passar tamanha vergonha por ter sido, à Embaixada Americana em Luanda, que, sabendo da desorganizarão da parte angolana, a conceder a cada militar angolano, um valor de 400 USD para alimentação durante a viagem.
“Estamos aqui nos Estados Unidos, desde Setembro de 2024, sempre que tentamos manter contacto com alguém da direcção de finanças do Estado-Maior General não atende a nossa chamada. Fazem parte do nosso grupo, elementos do sexo feminino que, têm que suportar igualmente a desorganização e a irresponsabilidade de Luanda”.
Neste momento, os angolanos, recebem assistência alimentar de uma igreja Americana.
Somos os militares sem orgulho nem autoestima, no meio de mais de cinquenta nacionalidades que estão cá em formação. Há no nosso seio, colegas a trabalharem em restaurantes, no período pós-aulas, para poderem amealhar alguns dólares só para comprar um Iphone ou uma boa jeans e alimentação. Isto é uma vergonha autêntica. Queremos ser tratados com dignidade que merecemos.
A desorganização, à corrupção, a impunidade, a cegueira e a surdez dos chefes, campeã livremente, no interior das FAA, fingindo estar tudo bem.
É uma humilhação para nós os oficiais angolanos que, ao contarmos a nossa trajectória de luta em Africa, somos admirados por muitos pares, a sermos ultrapassados por paises como a Guiné-Bissau, São-Tomé e Príncipe, Madagáscar, Djibuti, só para citar alguns, dá pena.
Até hoje, nem sequer nos enviaram os “cartões Visa”.
Nós exigimos o pagamento dos nossos subsídios de embarque, os subsídios de bolsa, bem como os nossos cartões-Visa.
Sabemos que há um vício de incumprimento das Ordens do Chefe de Estado Maior General por parte de “uns meninos bonitos”, armados em esperto, para tirarem proveitos. Alertou um militar.
Com estas práticas, as FAA não podem ser consideradas, de forma alguma, “Reserva Moral da Sociedade angolana. Nunca”.
“Não queremos conversas, queremos o nosso dinheiro”.
Para finalizar, os militares denunciaram um esquema de corrupção montado no Gabinete de Intercâmbio e Cooperação Internacional (GICI), do Estado Maior General das FAA, onde o ponta de lança é um funcionário civil, conhecido por Anildo, que a mando de seus chefes, cobra uma taxa de mais de Trinta Mil Kwanzas por cada bolseiro, apesar disso não lhe aconteceu nada porque está protegido pelos superiores da instituição.

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