
É um exercício que exige paciência, competência, conhecimento, das regras da actividade ou do desempenho parlamentar. Numa só palavra: DECORO. Analisando as últimas intervenções da Sra. deputada Carolina Cerqueira nas vestes de presidente da Assembleia Nacional, está a parecer-nos que começa a faltar-lhe uma qualidade que já teve, faz tempo: simplicidade e humildade. Está a parecer possuída por excessiva vaidade, mas também arrogância, que vem crescendo desde que caiu nas graças do poder, a partir da OMA, e foi elevada à ministra da Comunicação Social. Já não era a Carolina Cerqueira, mas sim, como fazia questão de frisar, a ministraaaaaa.Conhecemos a sua filiação e a sua obediência partidária e que é fruto dela que fez essa caminhada. É um exercício de liberdade individual e de grupo, no quadro da democracia. Mas isso é lá na sede do Kremlin ou em casa. Na Assembleia Nacional, respondendo como presidente, tem a obrigação de pelo menos parecer equidistante. Mas, nos últimos tempos, mudou consideravelmente. Estará cansada? Ou sofre maior pressão lá de cima? Por alguma razão será e os seus colegas agora, tecem rasgados elogios e manifestam saudades de Fernando da Piedade ‘Nandó’. Infelizmente, essa aposta nessa nova geração mpelista promovida a quatro patadas, é mesmo problemática e está a abrir feridas à Nação. Infelizmente. É uma pena porque tiveram tudo para fazer bem e melhor! Mas é só vaidade. Demasiada vaidade. Depois, quando lhes puxam o tapete vermelho, parecem uns ou umas coitadinh(o)as. Já vimos como acabaram outros e outras que julgavam que tinham o rei na barriga. Só faltava deitarem-se para o Chefe passar por cima, mas na hora, não lhes serviu para defesa do tacho. O mais recente caso, foi o da outra aí, que agora parece uma injustiçada.

Mas é só recuarmos a cassette e veremos o quanto se excedeu. Tendo em conta que lhe restam pouco mais de dois anos para o fim do mandato, e não acreditando na sua recondução, a prudência e o decoro aconselham que seja mais cautelosa, para que no fim da linha possa beneficiar da solidariedade de todos, da simpatia até dos adversários políticos, ao invés do distanciamento, do esquecimento e da solidão. O tempo que lhe resta, deve ser meticulosamente aproveitado para salvaguarda da sua imagem. Como tudo na vida tem princípio, meio e fim, a banga do exercício do poder também acaba. E as vezes, com estrondo. Oxalá não esteja em preparação o enredo de mais uma novela.Tenha calma Sra. presidente.
por: Ramiro Aleixo, in Facebook