Abril 4, 2025

A União Africana (UA) anunciou, esta semana, a abertura do processo de recepção de artigos originais e baseados em evidências para o 7º Congresso de Economistas Africanos (CAE), a decorrer, em Novembro deste ano, em Libreville, Gabão.

O processo é aberto a todos os pesquisadores, académicos, profissionais, formuladores de políticas e estudantes de todo o continente africano.

De acordo com a UA, as submissões dos documentos, cujo prazo de envio termina a 5 de Setembro, devem fornecer recomendações inovadoras e estratégias accionáveis para o desenvolvimento de infra-estruturas em níveis institucionais, nacionais e continentais.

Para informações adicionais, os interessados deverão entrar em contacto com o chefe para a Política Económica e Desenvolvimento Sustentável da União Africana, Patrick Ndzana, através do endereço electrónico OlomoP@africa-union.org.

O objectivo da chamada para a recepção dos artigos, tal como esclareceu a União Africana, passa por promover discussões baseadas em evidências sobre financiamento de infra-estruturas, qualidade e sustentabilidade, destacar instrumentos e estratégias de financiamento inovadores, para abordar as lacunas de infra-estruturas em África, promover a integração regional por meio de infra- estruturas transfronteiriças e corredores de desenvolvimento.

A iniciativa pretende, igualmente, atender as necessidades de capacitação e desenvolvimento de habilidades para projectos de infra-estruturas, explorar o papel da energia e de estrutura digital na promoção do crescimento sustentável e inclusivo.

O 7º Congresso de Economistas Africanos vai decorrer sob o lema“Investindo em Infra-estrutura para transformação produtiva de África”.

O evento visa, tal como adiantou a União Africana, promover pesquisas e discussões sobre financiamento, qualidade e sustentabilidade de infra-estruturas, ao mesmo tempo em que promoverá estratégias inovadoras para abordar as lacunas de infra-estruturas a nível do continente.

O Congresso de Economistas Africanos, realizado a cada dois anos, é uma plataforma criada para abordar questões económicas críticas que impactem a transformação em África.

A edição deste ano vai concentrar-se na mobilização de recursos, na melhoria da qualidade das infra-estruturas e na garantia de que os investimentos impulsionem crescimento sustentável e inclusivo em linha com os temas-chaves identificados para abordar as lacunas ainda existentes em África em termos de infra-estruturas.

A União Africana informa que os resultados obtidos vão ser compartilhados com os Estados-membros, as Comunidades Económicas Regionais e parceiros internacionais, por meio de relatórios.

De recordar que o Presidente da União Africana, o Estadista angolano João Lourenço, elegeu como uma das bandeiras do seu consulado a aposta na atracção de investimentos e de captação de recursos financeiros significativos junto dos grandes parceiros internacionais para que a organização estabeleça as bases e defina os projectos de infra- estruturas a serem realizados.

As linhas estratégicas da presidência de Angola Para a materialização deste plano, João Lourenço disse contar com todos os membros da União Africana. “As linhas estratégicas da presidência de Angola estão alinhadas, em termos gerais, com as acções prioritárias definidas a nível continental, no âmbito da aceleração do Segundo Plano Decenal de Implementação da Agenda 2063, correspondente ao período de 2024 a 2033”, realçou, no discurso de aceitação, o presidente da União Africana.

 Infra-estruturas de transporte e conectividade

O Estadista angolano precisou que essas acções estarão centradas nas infra-estruturas de transporte e conectividade, energia e recursos naturais, paz e segurança, agricultura e economia azul, integração continental e Zona de Comércio Livre, educação e capacitação e parcerias estratégicas.

Temas como a justiça fiscal, o alívio da dívida, o financiamento climático, as reformas nas instituições financeiras globais e a inclusão social, prosseguiu o Chefe de Estado angolano, vão merecer, igualmente, a sua atenção, a fim de ser adoptada uma posição comum que garanta ao continente o reforço da sua influência na governação financeira global e uma redução dos custos do endividamento e o acesso aos recursos necessários para alcançar um desenvolvimento sustentável.

A concretização destes objectivos, destacou, criará, “seguramente”, sinergias que vão dinamizar e ampliar as trocas comerciais, o intercâmbio cultural, técnico, tecnológico, científico e noutras áreas que poderão produzir vantagens significativas para todas as partes.

“Acreditamos que nas perspectivas que traçamos para os nossos países, enquanto governantes, incluímos programas a serem executados com um grande sentido de prioridade no domínio das infra- estruturas fundamentais, designadamente as vias rodoviárias e ferroviárias, os portos e aeroportos, as centrais de produção de energia eléctrica e respectivas linhas de transportação e distribuição, absolutamente indispensáveis para a industrialização do nosso continente e a melhoria das condições de vida das populações”, precisou, naquela ocasião.

João Lourenço anunciou, como uma das estratégias para a realização do seu objectivo, a execução das acções em coordenação com a Comissão da União Africana, no sentido de mobilizar maiores recursos financeiros por via do reforço da quotização de cada Estado-membro.

Com a arrecadação dessas finanças, disse que a ideia será dotar a organização de recursos necessários à realização de projectos e programas a nível continental, reduzindo, assim, a dependência ao financiamento externo.

A meta do Presidente angolano, tal como avançou no discurso, é levar por diante uma presidência que vá ao encontro das expectativas dos cidadãos do continente, ajudando-os a acrescentar mais um passo no caminho que percorre para alcançar o objectivo de desenvolvimento socioeconómico dos países, assim como a concretização da Agenda 2063, no quadro de todas as acções e esforços empreendidos para a construção da “África que Queremos”.

JA

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *