Abril 3, 2025

Catorze trabalhadores da Sociedade Mineira de Furi perderam seus empregos sem receber qualquer indeminização da parte patronal. Os mesmos prometem paralisar com os trabalhos nos próximos dias.

Redacção

Localizado na comuna do Fukauma, província da Lunda-Norte, os trabalhadores da Sociedade Mineira do Furi estão descontentes com a direcção da referida, devido os despedimentos anárquicos que vem acontecendo, de algum tempo a parte.
Identificada apenas por Esmeralda, trabalhou por quatro anos e foi mandado para casa apenas com 500 mil kwanzas de salários e sem receber qualquer indeminização da empresa.
Em declarações ao Estado News, Esmeralda disse existir máfia bastante organizada na Sociedade Mineira do Furi, onde os trabalhadores não encontram apoio por parte das autoridades do MAPTSS de forma a salvaguardar os seus empregos. “Depois da convocatória, fui entrevistado pela direcção e mandaram-me para casa por alegada justa causa”, disse.
De acordo com a nossa fonte, o seu despendimento é por causa da segunda paralisação dos trabalhadores e a suspensão da Comissão Sindical por esta terem recolhidos as assinaturas dos trabalhadores para a realização da greve legal. “Não quero saber do Furi, sofri muito nesta mina”, revela.

Violações dos direitos humanos
De acordo com Keny e Gomes funcionários que viram também o fim de contrato, contaram para este portal, as graves violações de direitos humanos e dos trabalhadores nesta sociedade mineira na Lunda-Norte.
Despois do fim de contrato receberam por quatro anos de serviços cerca de 573 mil kwanzas de salários dos anos em que estiveram na sociedade e sem qualquer indeminização. Os mesmos prometem recorrer a um advogado de forma salvaguardar os direitos laborais. “Todos os sectores da Lunda-Norte estão corrompidos. A direcção da Sociedade Mineira do Furi corrompe as instituições governamentais da província”, conta.
Contactado por este portal para os devidos esclarecimentos sobre os maus tratos e os despedimentos dos trabalhadores, Luís Ramos, de nacionalidade portuguesa e director da mina, nega qualquer envolvimento do seu nome sobre este assunto. “Isto não corresponde à verdade e prometo fornecer os contactos dos meus colegas para falar sobre o assunto”, disse.
Este jornal vai continuar acompanhar e trazer mais desenvolvimento sobre os problemas e as reivindicações que afligem os trabalhadores.

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