A maior organização de taxistas no país denuncia que o juiz da 3ª Sessão aplicou a medida mais grave aos líderes das associações e cooperativas dos azuis e branco.
Redacção
A Associação Nacional dos Taxistas de Angola (ANATA) alertou as organizações de direitos humanos e toda a opinião pública para o risco de instrumentalização da justiça contra representantes da classe de taxistas, cujo único “crime” é levantar a voz em defesa de melhores condições de trabalho e justiça social.
A maior organização de taxistas no país denuncia que o juiz da 3ª Sessão aplicou a medida mais grave aos líderes das associações e cooperativas dos azuis e branco.
Segundo a mesma, na primeira audiência com juiz de garantia, realizada nesta sexta-feira pelas 14 horas e que terminou por volta das 22 horas, na 3ª Sessão do Tribunal de Comarca de Luanda, Dona Ana Joaquina, seis líderes das associações e cooperativas de táxi foram ouvidos nomeadamente da ATA, CTCS, A-MBAIA, CTMF e ATLA.
“No final da sessão, o juiz decidiu aplicar a medida mais gravosa: prisão preventiva, mantendo estes representantes encarcerados enquanto decorrem as investigações”, diz o texto informativo partilhado na rede social da associação.
Para a ANATA, esta decisão levanta sérias preocupações e é vista como desproporcional, injusta e violadora dos direitos fundamentais dos cidadãos, uma vez que não foi apresentada qualquer justificação clara que comprovasse risco de fuga, destruição de provas ou perturbação da ordem pública condições indispensáveis para a aplicação da prisão preventiva.
“A medida tomada não só atinge directamente os líderes associativos, como também fragiliza toda a classe dos taxistas, criminalizando o exercício do direito de organização, associação e representação dos trabalhadores”, denuncia a organização.


