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Isaías Kalunga é acusado de querer controlar dinheiro destinado às organizações juvenis

O presidente do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), Isaías Mateus “Kalunga”, está a ser acusado de tentar assumir o controlo direto dos financiamentos destinados às organizações e cooperativas juvenis, após o Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA) ter rejeitado o pedido para que os valores fossem depositados na conta bancária do CNJ.

O FADA fez saber, através de uma carta oficial datada de 02 de dezembro de 2024, que a solicitação de Isaías Kalunga viola as regras do Banco Nacional de Angola (BNA) e os procedimentos internos da instituição. O documento é assinado pela presidente do Conselho de Administração, Felisbela Maria da Costa Pereira Francisco.

No pedido feito ao FADA, o CNJ pretendia que os financiamentos fossem enviados para a conta da instituição, ficando o próprio Conselho responsável por “canalizar os recursos às cooperativas”. Porém, o FADA considerou a proposta irregular e explicou que os créditos devem ser concedidos diretamente aos beneficiários, com identificação individual e processos técnicos aprovados.

“O desembolso do crédito é realizado diretamente na conta bancária do mutuário ou do fornecedor identificado em nome do mutuário”, reforça o documento, sustentado no Instructivo n.º 07/2020, de 20 de abril, do BNA.

O FADA esclareceu que o Memorando de Entendimento assinado com o CNJ não autoriza a instituição a gerir valores nem a intermediar financiamentos, contrariando assim a solicitação feita por Isaías Kalunga.

A entidade salientou que é impossível atender ao pedido, por violar os princípios de transparência e identificar corretamente os verdadeiros mutuários.

A postura do FADA abre dúvidas sobre a transparência do processo e levanta suspeitas de tentativa de centralização do poder financeiro por parte da liderança do CNJ. Até ao momento, Isaías Kalunga não reagiu publicamente.

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