5 de Janeiro, 2026

O ministro da Juventude e Desporto reafirmou que o Estado não interfere na vida interna do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), por se tratar de uma organização da sociedade civil que funciona de forma autónoma, com base nos seus estatutos e regulamentos internos.
Em entrevista à Rede Girasol, o governante explicou que o CNJ é composto por várias organizações juvenis que se associam para fins comuns, sendo apenas parceiro do Estado. “A sua vida interna é regulada pelos seus associados e pelos documentos fundamentais que regem a organização”, frisou.
Relativamente ao alargamento do mandato dos órgãos dirigentes, o ministro esclareceu que a decisão foi tomada pelos órgãos colegiais do próprio CNJ, defendendo que eventuais conflitos ou actos de dissidência devem ser resolvidos internamente. “Até hoje não há nada que diga o contrário”, sublinhou.
Entretanto, uma ala desavinda da actual direcção do CNJ convocou uma assembleia para o mês de janeiro, alegadamente para discutir a situação da liderança da organização. A actual direcção contesta a iniciativa, afirmando que o grupo não dispõe de poderes estatutários para convocar qualquer assembleia.

Fonte próxima da actual direcção, ouvida pelo Correio da Kianda, avançou que o processo eleitoral no CNJ está previsto para novembro de 2026, conforme estabelecem os instrumentos internos da organização, considerando ilegítima qualquer tentativa de alteração fora desse quadro.

A direcção reforça que todas as divergências devem ser tratadas nos termos dos estatutos, reiterando a posição já expressa pelo ministro de que o assunto não envolve o Estado, mas sim a gestão interna de uma organização autónoma da juventude.

Ck

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