Um grupo de activistas e jovens da sociedade civil acusa a Polícia Nacional de ter impedido, neste sábado, a realização de uma marcha que visava exigir justiça para a jovem Belma, vítima de agressão física e abuso sexual, bem como reivindicar penas mais severas para crimes de natureza sexual.
Os manifestantes concentraram-se no Largo de São Paulo, em Luanda, numa iniciativa de carácter pacífico. No entanto, a acção acabou por ser dispersa pela Polícia Nacional, que alegou falta de autorização para a realização da marcha.
Em declarações em exclusivo ao Estado News, Rosa Conde, activista e uma das subscritoras da iniciativa, afirmou que o grupo cumpriu todos os procedimentos administrativos previstos por lei, mas, ainda assim, as autoridades policiais mantiveram a posição de que a marcha não estava autorizada.

“Mesmo tendo cumprido todos os trâmites legais, a polícia não quis saber e avançou com a dispersão, alegando que a marcha não estava autorizada”, disse Rosa Conde.
A activista esclareceu ainda que não houve detenções durante a intervenção policial. Segundo explicou, a marcha foi remarcada para o próximo dia 10 deste mês, estando ainda por definir o local onde terá lugar.
Rosa Conde acrescentou que o grupo pretende realizar, nos próximos dias, uma conferência de imprensa para fazer o ponto de situação e anunciar os próximos passos da acção cívica, reiterando o compromisso de continuar a lutar por justiça no caso Belma e por um combate mais firme e eficaz aos crimes sexuais em Angola.

