POR: Paulino Chipimbi
O Sindicato dos Oficiais de Justiça de Angola (SOJA) anunciou nesta quinta feira, 15 de Janeiro, a segunda fase da greve dos trabalhadores da justiça, marcada para o período de 6 de Fevereiro a 9 de Março, em resposta à falta de soluções concretas por parte do Ministério da Justiça.
Segundo o Secretário-Geral do SOJA, Joaquim de Brito Teixeira, a paciência da classe está esgotada. “O tempo das palavras já passou. Os oficiais de justiça não vivem de intenções nem trabalham com promessas vazias”, afirmou, destacando que os trabalhadores não aceitam mais reuniões estéreis e sem resultados práticos.
Apesar da audiência concedida pela Ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, que demonstrou disponibilidade para intermediar o diálogo entre o Ministério da Justiça e o sindicato, a situação permanece sem avanços, o que motivou o endurecimento da posição dos trabalhadores. “O que temos assistido é a um desrespeito institucional e a um silêncio administrativo inaceitável. Não podemos continuar a ser tratados como trabalhadores de segunda”, acrescentou.
Além da greve, o SOJA mantém a recolha de assinaturas iniciada esta semana para o pedido de exoneração do Ministro da Justiça e Direitos Humanos, Márcio Cláudio Lopes, ação que reflete, segundo o sindicato, a determinação dos oficiais de justiça em recorrer a todas as medidas legais e sindicais disponíveis.
O sindicato reforça que não está a pedir favores, mas exige soluções concretas para os problemas da classe. “O SOJA não implora direitos; exige respeito e respostas efetivas”, concluiu o Secretário-Geral.

