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Mais um abandono: Barcelona vira costas a uma Superliga desacreditada

O FC Barcelona anunciou, este sábado, 7 de Fevereiro, a sua retirada formal do projecto da Superliga Europeia, numa decisão que reforça o progressivo esvaziamento de uma iniciativa que, desde o início, enfrentou forte contestação de adeptos, ligas nacionais e organismos que regem o futebol internacional.

Sem avançar justificações concretas, o clube catalão limitou-se a informar, em nota oficial, que notificou a empresa gestora da Superliga Europeia e os restantes clubes envolvidos sobre a sua saída. A ausência de explicações públicas alimenta dúvidas sobre a sustentabilidade e a credibilidade de um projecto que nunca conseguiu reunir consenso no universo futebolístico.

Criada por dirigentes de clubes como Real Madrid, Barcelona, Juventus, Manchester United, Liverpool e Arsenal, a Superliga prometia transformar o futebol europeu com um modelo competitivo mais fechado e fortemente orientado para receitas comerciais. A proposta foi amplamente criticada por alegadamente favorecer uma elite restrita de clubes e colocar em risco os princípios tradicionais das competições abertas.

A debandada começou logo após o anúncio do projecto, quando Manchester United, Arsenal e Liverpool recuaram perante a pressão de adeptos e entidades desportivas. A Juventus abandonou a iniciativa em 2024 e, agora, com a saída do Barcelona, o Real Madrid permanece como o único clube ainda formalmente ligado à Superliga, cada vez mais isolado e com perspectivas incertas quanto à concretização da competição.

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