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“Promessas não cumpridas” marcam saída de Luísa Grilo, diz líder do MEA

O presidente do Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA), Simão Bento Formiga, considerou que promessas não cumpridas podem ter estado na base da exoneração de Luísa Grilo do cargo de Ministra da Educação. Em entrevista exclusiva ao Estado News, o responsável estudantil afirmou que a antiga titular “não dirigiu bem os destinos da educação” nem conseguiu promover melhorias significativas no sector, defendendo que a sua saída do Executivo já era aguardada há algum tempo.

Sobre a nomeação de Erika Linete Batalha de Carvalho Aires como nova ministra, o líder estudantil mostrou-se cauteloso quanto às expectativas. Segundo disse, a nova responsável ainda não domina plenamente o sistema educativo angolano, mas tem a oportunidade de corrigir problemas recorrentes, como erros nos manuais escolares e a falta de carteiras nas escolas.

A mudança na liderança do Ministério da Educação ocorre num contexto de desafios persistentes no sistema educativo nacional, entre os quais a melhoria da qualidade do ensino, o reforço da formação de professores e a expansão das infra-estruturas escolares, apontados como eixos estratégicos para o desenvolvimento do capital humano.

No plano oficial, o Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, exonerou, esta sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2026, Luísa Maria Alves Grilo do cargo de Ministra da Educação, por conveniência de serviço, conforme decreto presidencial. Em substituição, o Chefe de Estado nomeou Erika Linete Batalha de Carvalho Aires como nova titular da pasta, cabendo-lhe conduzir as políticas educativas nacionais e dar continuidade às prioridades definidas pelo Executivo para o sector.

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