13 de Fevereiro, 2026

A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), através do seu Governo Sombra, apresentou publicamente esta sexta feirra, 13 de Fevereiro de 2026, um Relatório Geral sobre alegadas violações graves dos direitos humanos ocorridas no contexto dos acontecimentos de 28, 29 e 30 de Julho de 2025, período marcado pela greve dos taxistas e por episódios de tensão social em várias cidades do país.

Segundo a organização política, o documento resulta de um trabalho de investigação e análise desenvolvido ao longo dos últimos anos, com especial incidência entre 2018 e 2025. O relatório descreve alegados casos de uso excessivo da força, detenções arbitrárias, maus-tratos e mortes associadas a acções policiais, defendendo a necessidade de maior responsabilização institucional e respeito pelos princípios constitucionais.

De acordo com os dados apresentados, os acontecimentos de Julho de 2025 que terão resultado em mais de 90 mortes, não são considerados episódios isolados, mas sim parte de um quadro mais amplo de fragilidades estruturais na actuação do Estado, sobretudo no controlo e supervisão das forças de segurança.

O documento refere ainda que, durante o período em análise, terão sido registadas centenas de vítimas mortais em contextos de violência policial. A UNITA sustenta que os números resultam de dados recolhidos e verificados por equipas de investigação, acrescentando que o objectivo do relatório é contribuir para o debate público nacional e para o fortalecimento do Estado de Direito, rejeitando qualquer intenção de promover instabilidade política.

Entre os casos destacados, o relatório menciona episódios considerados emblemáticos pelo seu impacto social e mediático, incluindo a morte de uma criança na província de Malanje e o caso de uma cidadã em Luanda alegadamente atingida por um agente policial. Segundo o documento, estas situações reforçam a necessidade de mecanismos eficazes de responsabilização e de maior protecção dos cidadãos.

Na apresentação pública, a organização política apelou também à comunidade internacional, aos parceiros diplomáticos e à sociedade civil para um acompanhamento atento e equilibrado da situação dos direitos humanos em Angola, sublinhando a importância do diálogo construtivo e do respeito pela soberania nacional.

O Governo Sombra da UNITA destacou a participação cívica pacífica e o respeito pelos princípios democráticos como caminhos essenciais para a transformação social e política do país, defendendo que a justiça social e a dignidade humana devem permanecer no centro de qualquer processo de mudança.

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