24 de Fevereiro, 2026

O Comandante Provincial do Bengo da Polícia Nacional orientou a abertura de um inquérito interno para apurar possíveis excessos na actuação policial, na sequência dos confrontos ocorridos no dia 20 de Fevereiro de 2026, na Estrada Nacional nº 100-A, no município da Barra do Dande.

Do incidente resultou a morte de um cidadão, o ferimento de oito pessoas — três agentes da Polícia Nacional e cinco civis, a vandalização de duas viaturas patrulheiras e a detenção de 15 indivíduos por desacato e resistência à autoridade, entre os quais quatro mulheres. Os detidos serão apresentados ao Ministério Público.

Segundo o comunicado do Comando Provincial do Bengo enviado ao Estado News, os distúrbios começaram por volta das 14 horas, quando um grupo de indivíduos interditou a via pública com paus, pneus e pedras, alegadamente para realizar um ritual em memória de um colega falecido. Durante a acção, faziam manobras perigosas em torno de um caixão transportado numa motorizada, impedindo a circulação normal de viaturas.

A Polícia, ao tomar conhecimento da situação através do Piquete do Comando Municipal da Barra do Dande, deslocou-se ao local com o objectivo de repor a ordem e sensibilizar os envolvidos quanto aos transtornos causados aos utentes da via. Contudo, de acordo com a corporação, os agentes foram cercados e agredidos fisicamente, aproveitando-se o grupo do número reduzido de efectivos presentes na patrulha.

Com a chegada do reforço policial, os envolvidos terão intensificado os actos de violência, recorrendo ao arremesso de pedras e garrafas, o que obrigou os agentes a efectuarem disparos com a intenção de dispersar o grupo.

Ainda segundo a nota, os manifestantes tentaram dirigir-se ao Comando Municipal com alegada intenção de vandalizar as instalações. No trajecto, terão tentado desarmar o segurança de um estabelecimento comercial e agredido um efectivo que se encontrava no interior de uma empresa, provocando-lhe ferimentos considerados graves.

Em acto contínuo, a Polícia encetou contactos com a Comissão de Moradores, autoridades tradicionais e o Conselho de Vigilância Comunitária, visando apaziguar a situação e evitar novos incidentes.

O Comando Provincial do Bengo endereçou à família enlutada os mais profundos sentimentos de pesar e reiterou o compromisso da instituição com a segurança e a tranquilidade públicas, desencorajando actos de resistência à autoridade.

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