O jurista e analista político, Manuel Cangundo reagiu com críticas ao anúncio da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) sobre a vitória da empresa espanhola INDRA no concurso público para prestação de serviços tecnológicos nas eleições gerais de 2027 em Angola.
Em comentário exclusivo ao Estado News está sexta feira, 13 de março, Cangundo acusou o MPLA de aproveitar-se das instituições do Estado em seu favor contra os outros partidos e aconselhou os partidos da oposição a se capacitar para fiscalizar efetivamente o processo eleitoral.
A decisão da CNE reacende debates sobre a transparência e credibilidade das eleições no país. A escolha da Indra, que já participou da organização dos pleitos de 2008, 2012, 2017 e 2022, continua a gerar contestação de partidos da oposição e de setores da sociedade civil.
A UNITA, maior partido da oposição, chegou a apresentar uma providência cautelar ao Tribunal Constitucional relativa ao concurso que culminou na seleção da empresa espanhola.
Segundo o novo porta-voz da CNE, Manuel Sabonete Camati, quatro empresas participaram do concurso, mas as demais “não instruíram devidamente os seus processos”. Camati garantiu que todo o procedimento decorreu com transparência.
A vitória da Indra, portanto, reacende preocupações sobre a capacidade de fiscalização e a imparcialidade do processo eleitoral, num momento em que partidos e sociedade civil permanecem atentos às decisões da CNE.

