17 de Março, 2026

O presidente do PRA-JA, Abel Chivukuvuku, afirmou, segunda-feira, em Luanda, que Angola deve posicionar-se de forma estratégica para não ser relegada para segundo plano na nova ordem internacional.

Em declarações proferidas na cerimónia de abertura do Curso de Geopolítica e História das Doutrinas Políticas, o líder do PRA-JA sublinhou que o futuro das relações internacionais será ditado, essencialmente, pelos países mais influentes, podendo deixar os Estados do chamado Sul Global em situação de vulnerabilidade.

 

“As grandes potências é que vão, futuramente, ditar as regras, e os países do Sul Global poderão ser esquecidos. Mas Angola não quer ficar para trás. É esquecido quem quer ser esquecido”, afirmou.

O líder do PRA-JA alertou, igualmente, a importância da formação política e estratégica para assegurar um papel activo do país no cenário internacional.

 

Abel Chivukuvuku reiterou que o seu projecto político ambiciona assumir responsabilidades governativas no curto prazo, razão pela qual aposta na capacitação dos seus quadros.

 

“Nós somos o ‘para já’. Vamos ser governo ou parte do Governo no próximo ano e, por isso, temos de nos preparar para não sermos esquecidos e sermos úteis ao nosso país”, frisou.

 

Por sua vez, o politólogo Jaime Nogueira Pinto considerou que o mundo atravessa uma transformação estrutural, marcada pelo fim da chamada ordem liberal internacional, que dominou as relações globais nas últimas décadas.

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