Nos últimos dias, circulam nas redes sociais relatos que descrevem a Federação Angolana de Futebol (FAF) como uma instituição em completo caos desde a chegada de Alves Simões à presidência.
Os textos sugerem uma gestão marcada por instabilidade e decisões controversas, mas não apresentam documentos, fontes oficiais ou provas concretas que corroborem tais acusações.
Entre os episódios mais citados está a saída do seleccionador Pedro Gonçalves, apresentada como sinal de desorganização e falta de planeamento. Especialistas lembram, contudo, que mudanças de treinadores são comuns no futebol moderno, sendo parte natural de ciclos técnicos que dependem de resultados e estratégias futuras. Outro ponto de atenção levantado é a situação do treinador Patrice Beaumelle, alvo de suspeitas sobre supostas irregularidades contratuais e falhas de gestão da FAF. Apesar das insinuações, não há qualquer documento oficial que confirme tais acusações, segundo observadores do futebol nacional.
Entretanto, em nota publicada esta segunda feira, 16 de Março, na sua página oficial do facebook, a FAF reagiu às críticas, enfatizando que está aberta a críticas construtivas, mas alerta que algumas análises têm sido feitas de forma desleal, com o único objectivo de desestabilizar a instituição.
“O problema não é a crítica, porque a crítica é legítima e necessária em qualquer democracia desportiva, mas sim quando a crítica se constrói sobre meias-verdades, omissões e conclusões precipitadas, criando uma narrativa que serve mais para gerar indignação do que para esclarecer”, lê-se na nota.
Sobre as mudanças na equipa técnica da Seleção Nacional, a FAF reforça que tais decisões são realidade comum em qualquer federação do mundo. A saída de Pedro Gonçalves, por exemplo, é tratada como prova de desorganização, quando mudanças de treinadores fazem parte da dinâmica do futebol moderno. O mesmo acontece com Patrice Beaumelle: Textos insinuam irregularidades, mas não apresentam qualquer prova concreta, acrescenta o órgão reitor do futebol angolano.
A nota alerta que críticas sem fundamento contribuem para a degradação do debate público e para a erosão da confiança no futebol nacional.
Para a FAF, o foco deveria ser colocado em temas estruturais: competitividade, formação, profissionalização e sustentabilidade financeira dos clubes, áreas que realmente influenciam o futuro do futebol angolano.
“Transformar cada decisão administrativa numa suposta crise institucional é uma forma fácil de ganhar atenção nas redes sociais, embora pouco útil para quem realmente quer ver o futebol nacional crescer. A crítica séria exige responsabilidade, factos, documentos e o real contexto”, termina a nota.
Analistas de gestão desportiva reforçam que o debate público precisa de rigor e provas, e que narrativas alarmistas nas redes sociais podem confundir adeptos e prejudicar a credibilidade da FAF. Enquanto o futebol angolano enfrenta desafios reais, transparência, comunicação clara e gestão responsável são apontadas como medidas essenciais para fortalecer a confiança e a estabilidade da modalidade no país.

