Onze efectivos do Serviço de Investigação Criminal (SIC) foram detidos esta semana, no âmbito de uma operação interna conduzida pelas direcções provinciais do Cunene e do Icolo e Bengo, em cumprimento de mandados emitidos pelo Ministério Público.
Entre os detidos, nove estão afectos ao Departamento Municipal de Investigação Criminal do Namacunde, na província do Cunene, e dois pertencem ao SIC Luanda. Os implicados são acusados de envolvimento em crimes como associação criminosa, corrupção passiva de funcionário, abuso de poder, peculato de uso e roubo qualificado.
De acordo com as autoridades, os efectivos do SIC Cunene são suspeitos de participação no desaparecimento de uma viatura Toyota Land Cruiser, com volante à direita, pertencente a um cidadão namibiano. O veículo havia sido apreendido no âmbito de um processo por contrabando de combustíveis e, apesar de o tribunal ter decidido a favor do Estado angolano, terá sido indevidamente devolvido ao arguido sem autorização das entidades competentes.
Já os efectivos do SIC Luanda foram detidos no município do Sequele, província do Icolo e Bengo, por alegado envolvimento num caso de roubo qualificado, tendo como vítima uma comerciante de ouro.
Do total dos detidos, sete são oficiais subalternos e quatro agentes de investigação criminal. Entre eles constam o chefe do Departamento Municipal do SIC do Namacunde e o actual chefe do SIC no Curoca, anteriormente colocado em Namacunde.
Os suspeitos deverão ser presentes ao Ministério Público para os devidos trâmites legais. Paralelamente, foram instaurados processos disciplinares com vista à aplicação de medidas que podem culminar na expulsão.
O SIC reafirma, entretanto, o compromisso com a legalidade e a ética profissional, sublinhando que condutas contrárias à lei e aos princípios da instituição serão severamente sancionadas.

