25 de Março, 2026

As inundações que há cerca de 15 dias afectam a cidade de Ondjiva, na província do Cunene, continuam a expor debilidades estruturais no sistema de drenagem urbana, obrigando à retirada de famílias e causando prejuízos em várias zonas residenciais.

Em alguns bairros, o nível da água atingiu aproximadamente um metro de altura, afectando inclusive áreas protegidas por diques construídos para conter as águas das chanas, o que levanta dúvidas sobre a eficácia e manutenção destas infra-estruturas.

Uma inspecção técnica realizada no sábado, 21 de Março, pela Direcção Nacional de Infra-estruturas Urbanas (DNIU), em conjunto com autoridades locais, concluiu que o problema da drenagem em Ondjiva não pode ser resolvido com intervenções pontuais, exigindo antes uma abordagem integrada e estrutural.

As autoridades reconhecem que a situação é agravada pela complexidade dos solos da região, marcada não só pelo escoamento deficiente das águas pluviais, mas também pela influência de águas subterrâneas, que contribuem para a saturação do solo e dificultam soluções imediatas.

Perante o cenário, o Ministério das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação orientou o consórcio INZAG/MERCONS a implementar, num prazo de 10 a 15 dias, um sistema provisório de bombagem para retirar a água acumulada e encaminhá-la para as chanas, enquanto se projecta uma solução definitiva de macrodrenagem.

Apesar do anúncio das medidas, a resposta surge já após duas semanas de inundações, período durante o qual várias famílias foram obrigadas a abandonar as suas residências devido ao agravamento das condições.

O Executivo afirma ter mobilizado equipas técnicas em coordenação com o Governo Provincial do Cunene para encontrar soluções de curto prazo, ao mesmo tempo que trabalha em alternativas duradouras.

Por sua vez, o ministro Carlos Alberto dos Santos manifestou solidariedade com as populações afectadas e assegurou que decorrem acções com vista à resolução da situação.

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