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MINSA realiza “Café Oncológico” e reforça luta contra o cancro da mama em Luanda

O Ministério da Saúde (MINSA), através do Gabinete de Ética e Humanização, realizou nesta terça-feira, 31 de Março de 2026, em Luanda, um encontro com pacientes que lutam contra o cancro da mama e a comunicação social, denominado “Café Oncológico”, para assinalar o encerramento do Mês da Mulher e da Luta contra o Cancro.

 

O evento decorreu numa das salas do Complexo Hospitalar General Pedro Maria Tonha “Pedalé” e serviu igualmente para partilha de experiências, reflexão e sensibilização sobre a prevenção e o tratamento do cancro da mama.

De acordo com a organização, a iniciativa resulta de um rastreio oncológico realizado entre 13 e 31 de Outubro de 2025, que abrangeu mais de 3.000 mulheres. Deste universo, 43 casos positivos foram identificados em fase precoce, permitindo intervenção e tratamento imediatos.

 

Na ocasião, a ministra da Saúde, Sílvia Paula Valentim Lutucuta, manifestou satisfação com os resultados alcançados, destacando a importância de iniciativas do género na luta contra a doença.

“É com profundo respeito que me junto a este encontro, que representa um momento de partilha de informação, experiências e testemunhos, bem como de reflexão sobre os desafios que ainda persistem. É também um momento de esperança para todas as mulheres que padecem de cancro da mama, para que tenham acesso ao tratamento oportuno”, afirmou.

A governante elogiou ainda a coragem das pacientes, sublinhando que cada mulher em tratamento representa uma verdadeira guerreira pela forma como enfrenta a doença. Acrescentou que o cancro da mama continua a ser um problema de saúde pública a nível mundial.

 

Sílvia Lutucuta destacou igualmente o papel do Complexo Hospitalar General Pedro Maria Tonha “Pedalé”, que, segundo disse, tem vindo a afirmar-se como uma unidade de referência no país no tratamento oncológico.

 

Durante o encontro, Mónica Nunes, paciente natural da província do Namibe, partilhou o seu testemunho sobre a descoberta da doença.

 

“Descobri o cancro da mama em Outubro de 2025. Durante o banho, como já era hábito, fiz o autoexame e notei um nódulo. Inicialmente, pensei que fosse algo normal, como uma íngua. Dias depois, ao pressionar o mamilo, saiu uma secreção, o que me deixou preocupada”, relatou.

 

A actividade contou com a participação de mais de cinco dezenas de pacientes, representantes das direcções femininas do Ministério da Saúde, membros do Conselho de Direcção, bem como representantes do Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher (MASFAMU).

 

O encontro reforçou o papel da mulher na sociedade e a importância da prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado do cancro da mama.

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