A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, defendeu, em Luanda, a necessidade de maior rigor, ética e eficiência na gestão das unidades sanitárias, durante a cerimónia de tomada de posse de novos responsáveis para cargos de direcção em hospitais estratégicos.
Segundo a governante, as funções agora atribuídas exigem elevado sentido de responsabilidade, tendo em conta o impacto directo na qualidade dos serviços prestados à população. Sílvia Lutucuta apelou ao cumprimento dos princípios da administração pública, com destaque para a responsabilidade, compromisso institucional e dedicação ao serviço público, além de incentivar uma gestão integrada, assente na cooperação entre equipas e na humanização dos serviços.
A ministra referiu ainda a importância de melhorar a articulação entre unidades sanitárias, sobretudo no processo de referenciação de pacientes, defendendo o reforço da comunicação entre serviços e a observância de boas práticas clínicas e administrativas.
Durante a sua intervenção, Silvia Lutucuta destacou igualmente o papel das instituições hospitalares no processo de modernização e especialização do Sistema Nacional de Saúde, apontando o Complexo Hospitalar General de Exército Pedro Maria Tonha “Pedalé” como referência em áreas de elevada complexidade, como a neurocirurgia, cuidados intensivos e atendimento especializado.
A responsável enfatizou também a necessidade de fortalecer a capacidade técnica e formativa das instituições, alinhada com os objectivos estratégicos do Executivo, com enfoque na formação contínua e especializada de quadros nacionais.
No acto, realizado nesta quarta-feira, 22 de Abril, nas instalações do Complexo Hospitalar “Pedalé”, foram empossados Mauro Domingos Capuepue, como director clínico da referida unidade hospitalar, e Guedes Satuala Vasco Miguel, como director pedagógico e científico do Complexo Hospitalar de Doenças Cardio-Pulmonares Dom Alexandre do Nascimento.
A cerimónia contou com a presença dos secretários de Estado para a Área Hospitalar, Leonardo Inocêncio, e para a Saúde Pública, Carlos Alberto Pinto de Sousa, bem como de membros do Conselho de Direcção do Ministério da Saúde, gestores hospitalares e quadros do sector.

