Site icon ESTADO NEWS

Zaire produz riqueza, mas vive na miséria: UNITA ataca governo e leva pressão política ao coração petrolífero 

A UNITA escolheu a província do Zaire, um dos principais pilares petrolíferos do país, para assinalar o Dia do Deputado (8 de Maio), transformando a efeméride numa plataforma de ataque directo à governação de João Lourenço.

De 6 a 9 de Maio, os deputados do maior partido da oposição vão percorrer os 11 municípios da província, com encerramento no Soyo, num acto político de massas que promete marcar posição.

“O Zaire é um retrato cruel de Angola: produz riqueza para o Estado, mas deixa o seu povo na pobreza”, sustenta o Grupo Parlamentar da UNITA.

A formação política fala em “falência social” numa província estratégica, apontando o que considera ser um padrão de governação baseado na exploração de recursos sem retorno para as populações.

Entre as principais acusações, destacam-se:

Gestão opaca dos recursos do petróleo e gás; Ausência de impacto social das receitas públicas; Estradas degradadas e isolamento de municípios;

E um alegado contrabando de combustíveis que continua impune.

“Não é aceitável que uma província que tanto contribui para o Orçamento Geral do Estado continue mergulhada no abandono”, critica a UNITA.

A UNITA afirma que a deslocação ao Zaire visa recolher provas no terreno, auscultar as comunidades e transformar as constatações em acções parlamentares.

“Vamos ouvir o povo e levar essas preocupações para o Parlamento. É assim que se faz representação política séria”, sublinha.

O partido recorda que, nas recentes jornadas no Moxico, encontrou um cenário semelhante:

Pobreza extrema;

Colapso dos serviços básicos;

Desemprego e criminalidade crescentes.

“O que vimos no Moxico e agora denunciamos no Zaire mostra que o problema é estrutural: há riqueza, mas não chega às pessoas.”

O 8 de Maio é celebrado em memória de Raul Danda, figura histórica da UNITA, sendo também um momento de homenagem a deputados que marcaram a luta política em Angola.

Com estas jornadas, a UNITA promete intensificar a pressão política, defendendo:

Transparência na gestão dos recursos públicos;

Distribuição justa da riqueza nacional;

Implementação das autarquias locais;

Reforço da fiscalização parlamentar.

“Angola não pode continuar a ser um país rico em recursos e pobre para os seus cidadãos”, conclui o grupo parlamentar.

Exit mobile version