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Presidente Brice Oligui Nguema convida empresas angolanas a investirem no Gabão

 

O Presidente da República do Gabão, Brice Oligui Nguema, mostrou-se impressionado com o modelo de refinação de petróleo na Refinaria de Luanda, onde efectuou uma visita, no quadro do reforço da cooperação com Angola no sector dos Hidrocarbonetos.

Na Refinaria de Luanda, a maior unidade de processamento de petróleo bruto do país, o Chefe de Estado do Gabão obteve informações detalhadas sobre os projectos de refinação actualmente em curso no país.

 

Na ocasião, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, que acompanhou a visita do Estadista gabonês, deu a conhecer que fez um convite formal à República do Gabão para integrar o projecto da Refinaria do Lobito, considerando tratar-se de um empreendimento estratégico não apenas para Angola, mas também para toda a região da África Subsariana.

 

O ministro garantiu que Angola tem mantido abertura para acolher parceiros africanos interessados em integrar projectos estruturantes no sector Petrolífero, incluindo a Refinaria do Lobito.

 

“É uma abertura que fazemos a todos os países africanos interessados; depois dependerá ao Gabão avaliar se considera o projecto interessante para se juntar ou não”, sublinhou o governante.

 

Diamantino Azevedo referiu que Angola tem incentivado vários Estados africanos a integrarem iniciativas económicas estratégicas no quadro da promoção da integração continental.

 

O governante salientou que esta abertura não se limita ao sector da refinação, abrangendo igualmente outros ramos da economia nacional.

Diamantino Azevedo reafirmou a total disponibilidade de Angola para cooperar com a República do Gabão, visando o crescimento mútuo das indústrias petrolíferas dos dois países.

 

Sobre a receptividade dos países africanos aos convites formulados por Angola, o ministro considerou positiva a resposta obtida até ao momento, destacando o interesse crescente em aprofundar relações económicas e comerciais com o país.

 

Diamantino Azevedo aproveitou a ocasião para convidar os responsáveis gaboneses a participarem na VII Conferência e Exposição de Petróleo e Gás, a decorrer nos dias 9 e 10 de Setembro deste ano em Luanda.

 

O governante destacou que a parceria entre os dois Estados deve assentar em benefícios recíprocos e na partilha de experiências técnicas e científicas. “Gostaríamos de manifestar a nossa total disponibilidade para partilhar conhecimentos e, simultaneamente, beneficiar da vasta experiência da República irmã do Gabão”, afirmou.

 

Ministro desdramatiza declínio na produção

O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, desdramatizou notícias que dão conta de um declínio na produção petrolífera nacional, garantindo que o Executivo trabalha com base em metas e objectivos definidos no Plano de Desenvolvimento Nacional.

 

Diamantino Azevedo explicou que a redução na produção petrolífera é um fenómeno natural associado ao esgotamento progressivo das reservas de petróleo, sendo necessária uma aposta contínua na prospecção e pesquisa de novos blocos.

“Ficámos, durante muitos anos, cerca de dez anos, sem licitar novos blocos. Nos últimos cinco anos, licitamos 72 blocos, dos quais 42 já têm contratos assinados”, avançou.

 

O ministro explicou que estes blocos entram, agora, na fase de pesquisa e prospecção, podendo alguns revelar reservas economicamente exploráveis. Diamantino Azevedo considerou que a continuidade dos processos de licitação, associada a melhorias fiscais e à estabilidade contratual, permitirá assegurar maior estabilidade na produção petrolífera nacional.

Relativamente às reservas de combustíveis refinados, o governante recor- dou que Angola aprovou legislação específica sobre a reserva estratégica e a reserva nacional de derivados de petróleo.

 

Neste quadro, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás destacou a conclusão do projecto do Terminal Oceânico da Barra do Dande, que permitiu aumentar a capacidade de armazenamento nacional em cerca de 583 mil metros cúbicos. “Com a capacidade actual de armazenamento, o país pode garantir uma autonomia de aproximadamente 90 dias”, realçou.

 

O governante reconheceu, no entanto, que a constituição de reservas estratégicas exige elevada capacidade financeira, sobretudo num contexto internacional marcado pela subida dos preços dos combustíveis e derivados, influenciada pela tensão no Médio Oriente.

 

Sobre a expansão comercial da Sonangol na região, Diamantino Azevedo esclareceu que o Plano Nacional não prevê, nesta fase, a expansão da empresa no segmento do retalho para mercados externos.

 

Neste caso particular, o titular da pasta dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás adiantou que o Executivo tem orientado a petrolífera nacional a reforçar a comercialização e exportação de derivados de petróleo em grandes quantidades.

 

“A nossa grande preocupação continua a ser alcançar a autossuficiência em derivados com a construção das refinarias; quando todas estiverem concluídas, teremos excedentes para exportação”, afirmou o governante.

Cabinda inicia produção comercial de refinados

A Refinaria de Cabinda já começou a produzir combustíveis, apesar de operar ainda de forma moderada, devido a limitações temporárias ligadas ao sistema de importação e exportação de crude e produtos refinados.

 

O anúncio foi feito pelo ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, à margem de uma visita do Presidente do Gabão, Oligui Nguema, à Refinaria de Luanda.

 

Diamantino Azevedo explicou que a refinaria já realizou a primeira produção comercial de gasóleo no mês de Fevereiro, tendo o combustível sido direccionado, maioritariamente, ao abastecimento do mercado local da província de Cabinda.

 

Segundo o ministro, a entrada em funcionamento da Refinaria de Cabinda representa um marco importante na estratégia nacional de desenvolvimento da indústria de refinação e no esforço de redução da dependência da importação de derivados de petróleo.

JA

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