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Comandante da Polícia da Camama acusado de liderar demolições em terreno da Konda Marta

O comandante municipal da Polícia Nacional na Camama, Alfredo Mingas, está a ser acusado pela empresa Konda Marta de alegadamente liderar uma operação de demolição do muro de vedação erguido num terreno pertencente a referida empresa.

A denúncia foi feita esta quarta-feira, 13, pelo PCA da empresa, Daniel Neto, também conhecido por “TC Neto”, que acusa o comando municipal da Polícia e a Administração da Camama de actuarem em alegado conluio para impedir a continuidade das obras no local.

Segundo o empresário, agentes afectos ao Comando Municipal da Camama deslocaram-se na manhã de hoje ao espaço com viaturas da patrulhas e procederam à demolição do muro, alegadamente por “ordens superiores”.

O incidente ocorre um dia depois de a Polícia Nacional e uma equipa de fiscalização terem reforçado a presença no terreno, numa altura em que cresce a tensão em torno da posse do espaço.

Daniel Neto considera a intervenção “ilegal e reprovável”, alegando que o terreno é pertença da empresa por decisão do tribunal e que existe inclusive um processo de restituição de posse passado pelo mesmo tribunal.

 

“A fiscalização e a Polícia Nacional, liderada por Alfredo Minhas, tiveram a coragem de demolir o muro”, declarou à imprensa.

Nas declarações públicas, Daniel Neto subiu o tom das críticas contra o comandante municipal, acusando alguns efectivos policiais de alegados actos de corrupção e de servirem “interesses estranhos”.

“O problema não é o Presidente da República nem os seus colaboradores. Há pessoas que estão a sujar o bom nome do camarada Presidente João Lourenço”, afirmou.

O empresário advertiu ainda que poderá recorrer “a outras formas” para resolver o diferendo caso a Polícia continue a impedir as actividades da empresa no terreno, embora tenha assegurado que não pretende fazer justiça pelas próprias mãos.

A Konda Marta afirma ter cumprido todas as exigências legais para a implementação de um projecto habitacional no local e garante que permanecerá no terreno.

Entretanto, a empresa informou que já mobilizou trabalhadores para reconstruir o muro demolido.

Não houve, até ao momento, qualquer pronunciamento das partes acusadas.

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