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Pressão urbana leva Angola a defender aceleração da Nova Agenda Urbana em Fórum Mundial

O crescimento acelerado das cidades angolanas, associado à migração interna e ao aumento demográfico, está a pressionar sectores como habitação, saneamento, transportes e drenagem, reconheceu neste domingo, 17, em Baku, Azerbaijão, o ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos.

A posição foi apresentada durante a Reunião Ministerial da 13.ª Sessão do Fórum Urbano Mundial, onde o governante defendeu a necessidade de acelerar a implementação da Nova Agenda Urbana, alertando que o futuro sustentável de Angola e de África dependerá da forma como os países planearem e gerirem actualmente as suas cidades.

Segundo Carlos Alberto dos Santos, o Executivo angolano aposta numa estratégia assente no reforço das infra-estruturas, planeamento urbano sustentável, inclusão social e adaptação às alterações climáticas, face à rápida expansão dos centros urbanos.

Durante o encontro, Angola apresentou alguns dos principais programas em curso no sector, entre os quais o Programa Nacional de Urbanismo e Habitação, o Programa de Autoconstrução Dirigida, além do reforço das parcerias público-privadas para reduzir o défice habitacional.

Os projectos SONA e NJILA também foram apresentados como parte das iniciativas ligadas ao desenvolvimento territorial e expansão urbana sustentável.

No discurso, o ministro sustentou que a urbanização pode transformar-se numa “alavanca para o crescimento económico, inclusão social e adaptação climática”, desde que acompanhada por políticas públicas adequadas.

Angola aproveitou igualmente o fórum para defender maior cooperação internacional, mobilização de financiamento e transferência de conhecimento técnico aos países em desenvolvimento, com vista à construção de cidades consideradas mais resilientes e humanas.

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