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Ministério da Saúde reforça preparação face ao risco do Ébola

O Ministério da Saúde realizou, esta terça-feira, em Luanda, o Encontro Nacional de Capacitação para a Prevenção, Preparação e Resposta à Doença por Vírus Ébola (DVE), uma iniciativa que visa reforçar a prontidão do país perante a ameaça de eventuais surtos da doença.

A cerimónia de abertura, que decorreu nas instalações do Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências (ISPTEC), foi presidida pela Ministra da Saúde, Sílvia Paula Valentim Lutucuta, e reuniu mais de 350 participantes provenientes de todas as províncias do país, incluindo representantes das Forças Armadas Angolanas, Polícia Nacional, Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, sector privado e parceiros internacionais.

Na ocasião, o representante da Organização Mundial da Saúde em Angola, Indrajit Hazarika, destacou o compromisso das autoridades angolanas com a prevenção e preparação face ao actual surto de Ébola na República Democrática do Congo e aos casos registados no Uganda. Segundo o responsável, embora exista risco para Angola, este pode ser significativamente reduzido através de uma resposta precoce, coordenada e baseada em evidências.


A ministra da Saúde sublinhou que Angola acompanha com elevada atenção a evolução epidemiológica na região, sobretudo devido à extensa fronteira partilhada com a RDC e aos intensos movimentos populacionais entre os dois países.

“Estamos perante uma doença de elevada gravidade e impacto para a saúde pública. Embora o risco exista, ele pode ser significativamente reduzido através de uma preparação adequada, vigilância eficaz e uma resposta coordenada”, afirmou.

Sílvia Lutucuta explicou que, por orientação do Presidente da República, João Lourenço, o Executivo actualizou o Plano Nacional de Contingência Multissectorial e Multidisciplinar para a Doença por Vírus Ébola, alinhando-o às recomendações internacionais mais recentes.

Entre as medidas adoptadas constam a actualização dos protocolos técnicos e procedimentos operacionais para vigilância epidemiológica, investigação de casos e contactos, gestão de amostras biológicas, prevenção e controlo de infecções, gestão clínica, logística de emergência e comunicação de risco.


Durante o encontro, especialistas nacionais e internacionais abordam temas como vigilância epidemiológica, rastreio de contactos, controlo sanitário nos pontos de entrada, gestão clínica de casos, apoio psicossocial, logística de emergência e biossegurança. A agenda contempla ainda sessões práticas destinadas a reforçar a capacidade das equipas de resposta rápida em todo o território nacional.

JA

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