A menos de um ano do arranque do ciclo político que conduzirá às eleições gerais de 2027, a UNITA decidiu abrir várias frentes de fiscalização contra o Executivo e instituições do Estado, levando ao Parlamento um conjunto de pedidos de interpelação sobre temas considerados sensíveis e de elevado impacto público.
Entre as iniciativas apresentadas pelo Grupo Parlamentar da UNITA está a exigência de esclarecimentos sobre denúncias de alegados cortes salariais que afectam militares da Unidade Especial de Desminagem (UED), estrutura integrada na Casa Militar do Presidente da República.
A oposição quer que uma entidade do Executivo seja chamada a prestar informações sobre a situação reportada pelos efectivos.
A bancada parlamentar liderada por Liberty Chiyaka pretende igualmente ouvir a ministra da Saúde sobre o estado de preparação do país face aos riscos associados à propagação da doença por vírus da Ébola e da varíola dos macacos (Mpox). O partido justifica a iniciativa com o actual contexto sanitário da região e com a necessidade de o Parlamento acompanhar as medidas preventivas adoptadas pelas autoridades.
No plano eleitoral, a Comissão Nacional Eleitoral volta a entrar na mira da oposição. A UNITA quer, igualmente, ver esclarecidos os procedimentos adoptados nos concursos públicos relacionados com a aquisição de bens e serviços destinados à organização das eleições de 2027, incluindo aspectos ligados à contratação, adjudicação e fiscalização dos processos.
A formação política sustenta que a transparência na preparação do pleito constitui um elemento fundamental para reforçar a confiança pública nas instituições eleitorais e prevenir suspeições sobre a gestão dos recursos envolvidos.
Além destas questões, a UNITA apresentou pedidos de interpelação sobre as inundações provocadas pelas cheias do Rio Cavaco, em Benguela, os acidentes rodoviários envolvendo empresas de transporte colectivo interprovincial e os acidentes de trabalho registados em várias empresas que resultaram em vítimas mortais.

