Angola registou nas últimas 24 horas, 15 novos casos de Mpox ou varíola dos macacos nas províncias de Cabinda, no Moxico-Leste, Lunda-Sul e Moxico, elevando para 593, o total de casos activos desde o início da doença no país.
Do toral de novos casos, 6 são de Cabinda, 4 do Moxico-Leste, e da Lunda-Sul e 2 no Moxico, um cenário que leva as autoridades a redobrar as medidas de prevenção e contenção da cadeia de propagação.
A directora Nacional de Saúde Pública, Helga Freitas que falava esta quarta-feira, 16, em conferência de imprensa em Luanda, disse que estão em seguimento 384 contactos dos casos confirmados. Segundo a responsável, estão actualmente internados cerca de 80 casos activos, e confirmou que 18 pessoas receberam alta médica nas últimas 24 horas.
“Por se tratar de uma doença que tem um período de incubação longo e também um período de tratamento que apresenta sintomas em 4 semanas, o internamento destes doentes acaba por ter um período de tratamento prolongado. Daí, este caso elevado de activos”, disse.
Helga Freitas avançou que a Mpox é uma doença com baixa taxa de mortalidade, sendo raras as ocorrências de forma grave, mas podendo registar-se em pessoas com imunidade muito baixa.
A responsável sublinhou igualmente que o grupo etário mais afectado tem sido dos 20 aos 24 anos, e que o sexo feminino tem sido o mais atingido.
A Mpox, conhecida anteriormente por varíola dos macacos, é uma doença infecciosa viral, causada pelo mpox vírus que provoca febre, gânglios, inchados e erupções cutâneas.
A transmissão da Mpox ocorre principalmente do contacto com uma pessoa infectada, sobretudo através de lesões, feridas, secreções ou materiais contaminados.
O risco aumenta com contactos directos e prolongados, incluindo acto sexual com alguém que apresente sintomas ou lesões.
O país regista actualmente 593 casos da doença, e duas mortes de pacientes da província de Cabinda.
Ck

