6 de Março, 2026

O Serviço de Investigação Criminal (SIC) em Luanda anunciou esta semana a detenção de oito jovens, com idades compreendidas entre os 18 e os 24 anos, suspeitos de integrarem uma associação criminosa dedicada à prática de arruaça e roubo qualificado na via pública, no município do Cazenga.

 

De acordo com informações do SIC, a detenção ocorreu no dia 26 de Fevereiro de 2026, no âmbito de uma acção levada a cabo pelo Departamento Municipal do Cazenga, com vista ao esclarecimento de um episódio violento ocorrido no dia anterior, 25 de Fevereiro, na comuna do Kima-Kieza, bairro dos Combustíveis.

 

O caso ganhou notoriedade depois de um vídeo da acção criminosa ter sido amplamente partilhado nas redes sociais, sobretudo no Facebook, mostrando um grupo de indivíduos a atacar cidadãos na via pública.

Segundo as autoridades, os suspeitos são acusados de protagonizar um acto de arruaça seguido de roubo qualificado, durante o qual foram subtraídos vários bens pessoais e uma quantia monetária estimada em cerca de 60 mil kwanzas.

Entre as vítimas está uma jovem estudante de 22 anos, que terá sido a primeira a ser abordada pelo grupo. Durante o assalto, outros cidadãos que seguiam numa motorizada de três rodas também foram atacados, tendo um dos lesados sido atingido com uma faca de cozinha na região da nuca, abandonando o local a sangrar.

As investigações conduzidas pelo SIC indicam que os suspeitos actuavam munidos de armas brancas, entre as quais facas de cozinha e catanas, posicionando-se nas proximidades de um bar no mesmo bairro. A partir daquele ponto, interpelavam mototaxistas e passageiros, recorrendo a ameaças de morte para os intimidar e roubar os seus pertences.

O trabalho de inteligência policial permitiu igualmente apurar que três dos oito detidos são considerados reincidentes, contando com mais de duas passagens pelas autoridades policiais por práticas semelhantes.

Durante a operação que culminou com a detenção dos suspeitos, o SIC apreendeu duas catanas e uma faca de cozinha, alegadamente utilizadas na execução dos crimes.

Os implicados foram presentes ao Ministério Público e ao Juiz de Garantias, que determinou a aplicação da medida de coacção mais gravosa, prisão preventiva, enquanto prosseguem os trâmites do processo-crime.

O SIC refere que continua a intensificar acções de investigação e combate à criminalidade violenta, particularmente em zonas urbanas onde têm sido registados casos de assaltos protagonizados por grupos organizados.

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