Julho 19, 2024

Mil e 926 turistas nacionais e estrangeiros visitaram, entre Janeiro e Março deste ano, o Museu dos Reis do Kongo, no Mbanza Kongo, província do Zaire, verificando um aumento de 681 visitas, em relação ao período homólogo, do ano passado, em que se registou 1.245 turistas.

O responsável do Museu dos Reis do Kongo e Guia Turístico, Kediamosiko Toko, que avançou, ontem, estes dados a imprensa, disse que dos 1.926 turistas que visitaram a província do Zaire, 1.859 são nacionais e 67 cidadãos estrangeiros, vindos de Portugal, Espanha, Brasil e Holanda.

Kediamosiko Toko disse que, para além de turistas, o Museu dos Reis do Kongo tem, igualmente, recebido visitas de religiosos, oriundos de países que se identificam com o antigo Reino do Kongo e estudantes universitários.

Kediamosiko Toko referiu que, actualmente, os visitantes não pagam qualquer emolumento para o acesso ao local, e avançou  que estão a ser criadas as condições para aprovação de um diploma e abertura de conta bancária, com o objecvtivo de rentabilizar o local.  

“Estamos a aguardar que o Museu dos Reis do Kongo tenha o seu diploma para começarmos com as cobranças  dos turistas nacionais e estrangeiros. A par deste Museu, os turistas visitam, igualmente, outros vários locais e sítios históricos, como o Sungilu, local onde eram embalsamados os corpos dos Reis defuntos, Yala Nkuwu (árvore milenar) e o Kulumbimbi, primeira Sé Catedral ao sul da África subsaariana, Cemitério dos Reis do Kongo e o Túmulo da Dona Mpolo, mãe do Rei Mvemba Nzinga, enterrada viva pelo próprio filho, por desobediência às leis da corte”, explicou.

As grutas do Nzau-Evua, situadas na comuna do Nkiende,  a 75 quilómetros da cidade de Mbanza Kongo, constituem outro dos atractivos aos turistas. Kediamosiko Toko solicitou uma intervenção das autoridades locais para a melhoria das vias de acesso para permitir que os turistas cheguem com facilidade ao local.

Escassez da rede hoteleira

Um dos grandes constrangimentos na província do Zaire é a incapacidade de dar resposta a demanda. O Jornal de Angola apurou que, actualmente, a região conta com 20 hospedarias, 17 restaurantes, 14 pensões, 11 lanchonetes, oito hotéis e um adiamento turístico.

JA

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