Julho 20, 2024

O 1º de Agosto venceu, este domingo, no Estádio 11 de Novembro, o Petro de Luanda por 2-1, no clássico 85, que teve um assistente Vip: o Presidente da República.

A bem da verdade, os militares nunca foram senhores e donos do clássico, a inversa é igualmente verdadeira, no entanto, o detalhe mostrou que o 1º de Agosto estava disposto a apegar-se ao que tinha para fazer a sua versão do clássico, evitou sempre correr atrás da bola até mesmo recorrendo a prestimosa ajuda dos seus apanha-bolas que instruídos, sabe-se por quem, esfriaram sempre o ímpeto do Petro de Luanda.

E como o azar do Petro procura sempre o dono, o 1º de Agosto colocou-se em vantagem com um golo (in)esperado, ora o remate de Kelyano nada teria de extraordinário se o guarda-redes Hugo Marques não tentasse desviá-lo com um golpe de vista, mas os olhos dele não foram suficientemente fortes para esboçar defesa! A festa do golo aos 16’ deu aos militares tudo o que precisavam para passar a pressão para o rival.

A partir do 1-0 os militares ficaram à espera da resposta do campeão e esta chegou ao clássico por denunciadas pontes aéreas. O pecado tricolor foi denunciar de imediato que o melhor que tinha eram cruzamentos para as costas da defesa do 1º de Agosto. É verdade que este melhor acabou por se revelar nada porque só deu o empate aos 39’ quando Soares usou a cabeça para marcar pela segunda vez no clássico e na mesma baliza, qual acordo de cavalheiros, Neblu imitou Hugo e ficou mal na fotografia.

A comemoração do golo acabou por afundar de vez o Petro de Luanda, em vez de contagiar o tricolor para jogar de acordo com a nova tendência do marcador fez exactamente o contrário, o ritmo do kuduro nunca apareceu para acelerar o jogo, o facto de o técnico Alexandre Santos ter orientado as substituições de Soares, Megue e Carlinhos, deixa claro que faltou um meio-campo ao Petro, Alex Soares entrou aos 56’ mas sem forças nas pernas parecia já bem esgotado; sem meio-campo para fazer jogar.

O 1º de Agosto viu o perigo e escondeu-se, mas para não parecer medroso recorreu ao efeito burlesco para provar que ainda não tinha apostado todas as fichas. A entrada de César aos 60’ acabou por ser o momento do jogo, pois o Petro estava a tentar usar o explosivo Gilberto para partir toda a defesa militar, mal entrou, antes mesmo de tocar na bola, César correu para ir balançar as redes tricolores para anunciar a nova saída do banco para repetir a dose da primeira volta. Ainda foi desdenhado nas bancadas e sobretudo no relvado pelo central Kinito, que nem tempo teve de arrepender-se!

A bem da verdade não se tratou dum ataque em pinça, mas pareceu mesmo um duplo movimento porque foi tudo sequencial, Hugo Marques foi salvador ao negar o golo de Dago, mas o 1º de Agosto ainda teve a chance de atacar perto da área tricolor. Do arremesso lateral ao cruzamento de Páizo foram apenas segundos, Soares curto demais não tocou na bola, e César antecipou-se a… Kinito com a cabeça rapada especialmente para reivindicar a coroação de imperador Cesar do Clássico!

O jogo não terminou aí porque só estavam decorridos 72’, é verdade, mas o Petro de Luanda nunca esboçou reacção digna de nome, aceita-se que não foi um jogo de encher os olhos, mas não por culpa do árbitro Feliciano Lucas que teve uma actuação aceitável, apesar da pressão dos bancos de suplentes, as oportunidades de golo caíram sempre do céu, mas o campeão não prestou atenção aos detalhes para beneficiar da chamada sorte do jogo. O 1º de Agosto agora sem fazer bluff ainda cheirou o 3-1 quando o poste devolveu o remate do imperador César, depois foi o lateral Pedro no sítio certo a impedir Dago de assinar o livro do golo, mas nos descontos Kinito tremeu de novo na hora de empatar, cabeceou mal na única vez em toda a segunda parte em que o campeão poderia marcar!

JA

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