Julho 20, 2024

A Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, chega, hoje, à cidade do Lubango, onde procede, na qualidade de convidada de honra, à sessão de abertura da IX Reunião dos Ministros do Ambiente da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Uma nota de imprensa do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa dos Órgãos de Apoio à Vice-Presidente da República, a que o Jornal de Angola teve acesso, refere que  no quadro do acompanhamento privilegiado ao sector do Ambiente, por orientação do Presidente da República, Esperança da Costa tem reafirmado a posição do país sobre a necessidade de uma agenda comum, que priorize a discussão permanente de questões capazes de tornar os Estados-membros da CPLP resilientes e que reforce a cooperação multilateral, tendo em vista os desafios globais e o alcance da sustentabilidade.

Da agenda da reunião, destaca-se a apresentação da proposta sobre “Clima, Património da Humanidade: Processo de concertação para o eventual reconhecimento legal junto da ONU”, além do “Clima Estável” como um bem comum global e as intervenções por Estado-membro relacionadas à “Emergência Ambiental: desafios e oportunidades”.

Com os ministros do Ambiente da CPLP confirmados para o evento, que terá lugar numa das salas do Governo Provincial da Huíla, a IX Reunião decorre sob o lema “Emergência Ambiental no Contexto Actual de Múltiplas Crises”, um tema com o qual se pretende mobilizar os Estados-membros para os desafios ambientais actuais e para a construção de comunidades mais resilientes e adaptadas às alterações climáticas.

Equipamentos sociais

À margem da reunião, a Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, vai, durante a estada de dois dias na província da Huíla, efectuar visitas a alguns equipamentos sociais, com o objectivo de se inteirarsobre o seu funcionamento.

Na tarde de hoje, Esperança da Costa desloca-se ao município da Chibia, localizado a 40 quilómetros da cidade do Lubango, onde, além de manter um encontro de trabalho com as autoridades locais, vai visitar o Liceu Chibia 454, com 12 salas de aula, quatro laboratórios (Biologia, Química, Física e de Informática), entre outras estruturas de suporte. A Vice-Presidente da República visita, também, as obras da futura Administração Municipal da Chibia.

Na sequência da agenda na Huíla, está prevista, também,uma deslocação à Faculdade de Medicina, que completa 14 anos desde a criação, onde, acompanhada sua do secretário de Estado para o Ensino Superior, Eugénio da Silva, e da decana da Faculdade, Ana Gerardo, a Vice-Presidente da República vai manter um breve encontro de cortesia com a Direcção daquela instituição do Ensino Superior.

No mesmo dia, acompanhada pelo secretário de Estado para a Área Hospitalar, Leonardo Europeu, Esperança da Costa vai visitar o Hospital Central do Lubango Dr. António Agostinho Neto, para inteirar-se do funcionamento da unidade de saúde, que conta, entre outros serviços, com o um centro de Hemodiálise, cujo escopo é atender pacientes com insuficiência renal da Região Sul, isto é, das províncias da Huíla, Namibe, Cunene e Cuando Cubango.

A unidade sanitária comporta áreas de Medicina Geral e de especialidades. O hospital integrou, recentemente, a especialidade de cirurgias ortopédicas.

Declaração do Lubango

Os ministros e representantes do Ambiente da CPLP encontram-se, desde ontem, na cidade do Lubango. A delegação, acompanhada pela ministra angolana do Am- biente, Ana Paula de Carvalho, anfitriã do evento, participou de uma campanha de plantação de árvores da espécie cedro na zona do Calumue Heva, seguida de uma visita ao Parque Nacional do Bicuar. Cada um dos ministros do Ambiente da CPLP deixou ficar a sua marca nesta cidade da Huíla. É este, de facto, o objectivo, segundo a ministra Ana Paula de Carvalho, de contribuir para cidades verdes e ecologicamente sustentáveis.

 A ministra angolana falou da importância das árvores que contribuem para o combate à desertificação e alterações climáticas. Fez saber que as preocupações constatadas no Parque Bicuar foram uns dos motivos da visita da delegação da CPLP. Entretanto, na quinta-feira, realizou-se a reunião de peritos. Hoje, acontece a ministerial. Segundo o ponto focal de Angola na CPLP, António Matias, vai ser submetida uma proposta de Declaração do Lubango, que se espera ser assinada, cujo objectivo passa por orientar as acções ligadas à Biodiversidade, Alterações Climáticas, Educação Ambiental, Gestão de Resíduos, Gestão Hídrica e Energias Renováveis. A Declaração do Lubango, disse, produz um plano de acção com o qual os Estados-membros implementam, numa lógica conjunta, os projectos de âmbito ambiental.

António Matias informou que Angola apresentou os desafios e, no que toca à transição energética, está no bom caminho, fazendo referência às centrais fotovoltaicas da Baía Farta, Namibe e a que está em construção na província da Huíla.

António Matias acredita que com a implementação desses e outros projectos, Angola vai reduzir substancialmente as emissões de gases de efeito estufa, que têm como consequências as alterações climáticas.

“Há projectos em que Angola está mais avançada em relação a outros Estados. Entretanto, o país procura partilhar a sua experiência com os demais, pois o compromisso é que ninguém seja deixado para atrás”, disse António Matias, para quem a transição deve ser justa e feita dentro deste contexto.

O objectivo, continuou, é trabalhar para que no que toca ao Acordo de Paris, em 2050, os países da CPLP possam cumprir o compromisso de 0 carbono. Cabo Verde, Moçambique, citou, são países com boas práticas, sendo Portugal e Brasil, uns dos mais avançados no que toca à questão da protecção do Am

Huíla e as  valências

Segundo António Matias, a cidade do Lubango, do ponto de vista ambiental, alegra e satisfaz, por ter um saneamento ambiental organizado, motivo de destaque.

De facto, trata-se de uma cidade limpa. Pelo menos, constatou-se tal realidade no Centro da cidade, com muitas zonas verdes, ruas asfaltadas, passeios limpos e organizados.

Quanto ao Parque Nacional do Bicuar, disse ser um dos mais organizados do país, onde se ouve menos relatos de caça furtiva, o que demonstra que a conservação das espécies está “mais ou menos” equilibrada. O ponto focal de Angola na CPLP destacou, ainda, o empenho do Governo pela implementação de projectos ligados à mitigação dos efeitos da seca, na província do Cunene, que viveu muitos anos com o problema.

JA

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *