Junho 20, 2024

O empresário Júnior Mawete esta sendo acusado de ter patrocinado agentes da Polícia Nacional, afectos a Direção de Investigação de ilícitos Penais, à  tortura e furto de valores do jornalista e CEO do Portal Factos Diários, Isidro Kangadjo.

Por: Paulo César

De acordo com o jornalista Isidro Kangadjo, o empresário angolano, radicado em Portugal, que é acusado, de acordo com fontes do Portal de Notícias Lil Past, de ter burlado alguns empresários angolanos em mais de 500 mil dólares, terá pago agentes da DIIP para torturarem o jornalista Isidro kangandjo por este entender que o jornalista é o responsável pelas matérias publicadas a seu respeito.

De acordo com o portal Lil Past o empresário terá surrupiado 500 mil dólares de parceiros em Angola e, desde que o empresário se apossou dos 500 mil dólares dos  parceiros angolanos, partiu para mentiras e tendo mesmo deixado de atender o telemóvel.

Entretanto tendo a matéria sido publicado pelo Portal Lil, past, diz o jornalista Isidro Kangandjo, o empresário contacto-o no sentido de interagir com o responsável do portal Lil Past, afim de se retirar a artigo, por este sentir que manchava a sua reputação. Posto isto, o jornalista contactou a direcção do portal, sendo que esta, terá feito uma cobrança para se materializar tal intento, facto que, Isidro kangandjo teria reportado ao empresário e reencaminhado-o as mensagens como sinal de que a cobrança não vinha dele, mas sim dos responsáveis do site de noticias.

Isidro kangandjo referiu que o empresário agendou o encontro com ele, para fazer entrega dos valores, afim de se efectuar o deposito aos beneficiário(Lil Past), residente no Brasil.

A armadilha

Posto no local combinado, narra o jornalista, é surpreendido por um grupo de agentes da polícia Nacional, afectos a Direção de Investigação de ilícitos Penais, que partiram logo para a violência.

“Eu me identifiquei, pois estava com a Carteira Profissional de Jornalista, e expliquei que me encontrava no local a espera do empresário Júnior Mawete, com quem tinha combinado. Embora tenha tentado mostrar as conversas telefónicas por via whatsap, mantida com o empresário, os agentes da DIIP, não deram por isto. O agente idêntificado apena pelo nome de Barba branca e um outro senhor identificado também apenas por Neto, todos da Primeira Esquadra de Luanda, sito na Ilha do cabo, disseram tratar-se uma operação a mando do Ministro do Interior, General Eugenio Laborinho e do comandante Geral da Polícia Nacional”.

Momentos de terror

Na primeira esquadra da Polícia Nacional, na Ilha de Luanda o agente da DIIP, identificado por barba branca, submeteu o jornalista a tortura física, tendo desferido vários de porrete porretes nas mais variadas regiões do corpo tendo causados ferimento grave na cabeça e hematomas em varias regiões do corpo. Na sequência o algoz foi recendo telefonemas do suposto mandante, o empresário Júnior Mawete, sendo que, este respondia apenas “ sim chefe, ta bem Dr.”

O jornalista que teme pela sua segurança e da sua família, coloca tudo sob responsabilidade do agente Barba branca. “ A minha segurança esta nas mãos do senhor Barba Branca, que não tenho duvidas esta que tinha outras motivações que não sejam profissionais mas sim, ao serviço do empresário Júnior Mawete, porque durante a conversa telefónica apenas dizia, sim, esta bem Dr.”

Durante a tortura, o agente solicitava que o jornalista dissesse o nome dos donos dos sites de noticias que publicaram o conteúdo sobre o empresário, sendo que, estes estão identificado, facto que deixou Isidro Kangandjo, ainda mais perplexo.

Durante o acto de tortura os agentes retiraram-lhe o cartão multicaixa e lhe foi solicitado o PIN, acto subsequente foi subtraído da sua conta bancaria 101 milkwanzas.

O jornalista explicou que o acto do agente barba branca supostamente não era do conhecimento do chefe da DIIP local, por ser este que o terá ouvido e entendido que o mesmo estava sendo vítima.

O jornalista Isidro kangandjo frisou que apenas tentou ajudar, visto que o empresário parecia bastante preocupado com as matérias publicadas a seu respeito.”Eu não Chantagiei ninguém  e não faz parte do meu perfil, tudo que aconteceu fiz pelo pedido implorável do  tal empresário que se sentia prejudicado por causa dos artigos que foram publicados”, disse.

O jornal o Estado News contactou o empresário Júnior Mawete, para o devido contraditório, que por sua vez negou ter contado os agentes da Polícia Nacional, para tal efeito. “Eu, pessoalmente desconheço este assunto, eu não vivo em Angola essas acusações não me diz respeito”.

Questionado se tomou conhecimento da agressão policial contra o jornalista  o empresário respondeu “Queriam sujar a minha imagem no qual essa publicações falsas o intuito era manchar a minha imagem”

Questionado se manteve contacto com o jornalista Isidro kangandjo o empresário disse “o senhor Isidro (que nem conheço pessoalmente) é quem usou a sua pagina em publicar a minha idoneidade profissional em acusar-me de burlador”

O empresário fez saber que o jornalista foi abordado pelo seu assistente que reside em Londres, facto que já foi desmentido pelo jornalista.

Até ao fecho desta matéria embora tenha contactado a Polícia Nacional ainda não tinha tomado nenhuma posição, pelo que continuaremos a acompanhar o desenrolar deste assunto.

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