Maio 19, 2024

O general Jorge Manuel dos Santos “Sukissa”, falecido a 31 de Julho de 2022, vai ser homenageado hoje com uma exposição fotográfica e uma missa religiosa na Congregação dos Missionários de Nossa Senhora de La Salette, numa cerimónia aberta a convidados, familiares, amigos e companheiros de armas.

Segundo o programa de homenagem a que o Jornal de Angola teve acesso, a exposição fotográfica, intitulada “Comandante Sukissa: Uma vida dedicada à pátria angolana”, vai ter um fundo musical da Orquestra Filarmónica Jinga, dirigida pelo maestro Carlos Caetano.

O documento refere, ainda, que a missa em homenagem ao general Sukissa vai ser celebrada pelo padre Pedro Chingando, vigário paroquial da Paróquia de S. João Maria Vianney (Morro dos Veados), coadjuvado pelos padres Venâncio Nunda, Paulo Bunga, Isaac Cassinda e pelo diácono Jesus Cavela, todos da Congregação dos Missionários de Nossa Senhora de La Salette.

De acordo com os organizadores da iniciativa, um ano de saudades justifica-se pela dimensão do general Jorge Manuel dos Santos “Sukissa” e merece ser “lembrado pelas suas qualidades exemplares e amor à Pátria angolana”.

Consideram que o 31 do mês em curso marca os 12 meses da partida para a eternidade do general Sukissa. “O fim da sua peregrinação terrestre deixou uma lacuna irreparável na nação angolana”, sublinham em comunicado os promotores da actividade.

“Recordamos com enorme respeito e admiração as notáveis qualidades que o definiram como um soldado corajoso, oficial disciplinado, negociador habilidoso, comandante destemido, homem exemplar e chefe de família”, reforçam, frisando que “desde jovem, o general Sukissa demonstrou um excepcional compromisso com a carreira militar, uma paixão que impulsionou a ingressar nas fileiras das Forças Armadas Angolanas”.

Realçam, igualmente, que o comandante Sukissa se destacou como um soldado leal, corajoso e destemido, colocando-se sempre à frente nas operações mais perigosas, inspirando os seus companheiros a enfrentarem os desafios com bravura e determinação.

“A sua devoção ao país, ao povo angolano e ao dever era inabalável e o seu sacrifício em prol da Pátria fizeram dele um verdadeiro exemplo de liderança e patriotismo, que será lembrado com orgulho por todos”, ressaltam em comunicado organizadores da homenagem.

Dotado de uma disciplina exemplar, o general Sukissa sempre liderou pelo exemplo, colocando a ética e a integridade acima de tudo, por isso, justificam os promotores da homenagem, “a sua postura como oficial disciplinado inspirou respeito e admiração, tanto entre os seus companheiros de armas, como entre todos os que o conheceram”.

Ressaltam ainda que, “dotado de uma habilidade ímpar para liderar, o general comandou com mestria diferentes unidades militares ao longo do percurso militar, sendo reconhecido pelos pares como um líder inspirador e respeitado pelos subordinados como um mentor dedicado”.

A capacidade de tomar decisões difíceis e estratégicas em momentos cruciais, reconhecem os mentores do tributo desta segunda-feira,  tornaram o comandante Sukissa numa “figura-chave no teatro das operações militares”, razão pela qual “a habilidade de conduzir e motivar os homens ao seu comando era notável”.

Segundo ainda os organizadores da homenagem póstuma, Sukissa entendia a importância do trabalho em equipa e liderou as tropas com sabedoria, alcançando resultados extraordinários nas mais variadas situações.

Nos bancos académicos, o general Sukissa destacou-se como um estudante brilhante, procurando constantemente o aprimoramento dos conhecimentos e habilidades, tendo o seu comprometimento com a educação contribuído, significativamente, para a modernização e a eficiência das operações militares que comandou.

Sukissa era reconhecido como um estudioso apaixonado pelas questões geopolíticas e geoestratégicas, bem como pela História, a cultura angolana e as questões ambientais. Essa busca constante pelo conhecimento enriqueceu a sua visão estratégica, permitindo-lhe abordar os desafios com perspectivas inovadoras e sustentáveis.

Por trás do soldado e líder admirável, o general Sukissa, também, “era um chefe de família dedicado e amoroso”. Daí que, acrescentam os amigos, o seu comprometimento em cuidar daqueles que amava, mesmo em meio às demandas da vida militar, deixou um forte legado de afectos e respeito, que será lembrado com carinho pelos ente-queridos e pela sociedade angolana.

“Neste primeiro aniversário da sua partida para a eternidade, a Nação angolana lembra e agradece, com muitas saudades, os feitos heróicos do general Jorge Manuel dos Santos (Sukissa). As suas qualidades exemplares e amor à Nação continuarão a inspirar as gerações presentes e futuras a servirem Angola com dedicação e coragem”, concluem, no comunicado, os organizadores da homenagem ao antigo comandante da Marinha de Guerra, que faleceu a 31 de Julho de 2022, vítima de doença.

O general Sukissa nasceu na Lunda-Norte, em 1961, tendo desempenhado várias funções nos órgãos de Defesa e Segurança.


Um militar dedicado na perspectiva do Comandante-em Chefe das FAA

Por altura da morte do general Jorge Manuel dos Santos “Sukissa”, o Presidente da República e Comandante-em Chefe das FAA, João Lourenço, lamentou profundamente a perda daquele que descreveu como “militar dedicado” e comprometido com a defesa da Independência e soberania do país.

“Diante da perda de tão ilustre filho da Pátria e nesta hora de luto e dor, o Presidente da República e Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Angolanas inclina-se perante a sua memória e apresenta à família enlutada e às Forças Armadas Angolanas as mais sentidas condolências”, lia-se no comunicado enviado à media pela Secretaria de Imprensa da Presidência angolana há um ano.

O mesmo documento destacou o “legado valioso” do general Sukissa, que deve inspirar as novas gerações de militares e dos cidadãos, “na perspectiva da disposição para a defesa abnegada do país e da contribuição para a sua estabilidade e desenvolvimento”.

Assinalava, ainda, que o general Sukissa se comprometeu desde cedo com a causa da defesa da Independência, da soberania e da integridade territorial do país, desempenhando diversas funções de comando, direcção e chefia, “com brio, dedicação e patriotismo invulgar que lhe granjearam o respeito e admiração da classe castrense e do povo angolano”.


EMG das FAA manifestou profunda consternação

O Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (EMG/FAA) manifestou, também, há um ano, profunda consternação pela morte do general Jorge Manuel dos Santos “Sukissa”, até então comandante da Marinha de Guerra Angolana (MGA), vítima de doença, em Luanda.

Em comunicado, o EMG/FAA afirmou, há 12 meses, que o general Sukissa deu entrada, um dia antes da morte, na Clínica Sagrada Esperança, após complicações de foro clínico, tendo sido prontamente assistido pelo corpo médico daquela unidade de saúde, onde viria a falecer.

“Perante este infausto acontecimento, nesta hora de luto e dor, o Estado-MaiorGeneral das Forças Armadas Angolanas apresenta as mais sentidas condolências à família enlutada e à Marinha de Guerra Angolana”, lia-se no documento.

Percurso militar

Formou-se na Escola Superior de Inter Armas no Huambo e na Escola Superior de Estratégia de Campo de Batalha, na Academia de Defesa Nacional da China. Fez o curso superior de Direcção Militar e de Estado-Maior na Academia Militar do Estado-Maior General da Federação Russa, com graduação em Ciências Políticas.

Em Angola, fez ainda os cursos de Liderança, Comando do Exército, de Estratégia e Arte Operativa, Comando do Exército e de Línguas Faladas (Portuguesa, Espanhola, Francesa e Russa).

Na sua folha de serviço, exerceu os cargos de comandante do Comando Operacional (COP) da Lunda-Norte e Lunda-Sul. Exerceu, também, as funções de comandante da 1ª Região das Tropas de Guarda Fronteira de Angola (TGFA) e de delegado/comandante da Polícia Nacional na província do Huambo.

JA

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