Julho 21, 2024

O ministro das Relações Exteriores, Téte António, disse, quarta-feira, em Luanda, que Angola alberga com orgulho a sede da Comissão do Golfo da Guiné (CGG), desde a sua fundação, e reafirma o compromisso com a organização e seus princípios fundadores.

Teté António discursava durante a sua participação como Convidado de Honra, nas celebrações do dia 3 de Julho, data em que este ano marca o 23° Aniversário da criação da Comissão do Golfo da Guiné. 

O chefe da diplomacia angolana expressou também reconhecimento à esta comissão, pela dedicação e empenho demonstrados desde a sua tomada de posse aos 25 de Abril de 2023, em Accra, na República do Ghana.

Na sua intervenção, em nota citada pelo MIREX, Téte António destacou o importante trabalho em curso para a alteração do Tratado da Organização, com, entre outros, o objetivo de aumentar o número de Estados-membros de nove para 19.

De acordo com o titular da pasta das Relações Exteriores, este esforço reflecte o crescente interesse destes novos Estados em aderir à esta organização, demonstrando a relevância e a atractividade da organização como plataforma de cooperação e segurança regional.

O acto festivo teve lugar no Parque Heróis de Chaves e decorreu sob o lema: Revitalização da Comissão do Golfo da Guiné, na presença do secretário Executivo da CGG, José Mba  Abeso, todos Altos Comissários acreditados em Angola dos Estados Membros que integram esta organização regional, dentre outras individualidades do Executivo angolano e parceiros. 

Durante os 23 anos de existência da CGG, Angola tem se empenhado em manter a organização actuante e vigorosa, proporcionando o suporteessencial para garantia do funcionamento da Comissão.

Além disso, o Presidente da República de Angola e Campeão da Paz e Reconciliação em África, tem trabalhado incessantemente para promoção da paz, a segurança e a cooperação regional, valores que estão no cerne da política externa angolana. 

A Comissão do Golfo da Guiné, nasceu do tratado assinado em Libreville, República Gabonesa, no dia 3 de julho de 2001, por Angola, Congo, Gabão, Nigéria e São Tomé e Príncipe. 

Ela constituiu-se numa ferramenta institucional permanente de cooperação destes Estados ribeirinhos do Golfo da Guiné com vista a defesa de seus interesses comuns e a promoção da paz e do desenvolvimento sócio-económico assente no diálogo e concertação, baseados nos laços de amizade, solidariedade e fraternidade que os unem.

A Comissão do Golfo da Guiné, a que aderiram no ano de 2008 os Camarões e a República Democrática do Congo, mantem-se aberta à adesão de outros Estados da costa do Golfo da Guiné, com vista a transformar a sub-região numa Zona de Paz e Segurança.

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