Abril 3, 2025

O Governo angolano já não vai vender a gráfica Damer a privados e a empresa foi retirada da lista do Programa de Privatizações 2023-2026 (PROPRIV) por ordem do Presidente da República.

Redacção

A decisão vem expressa num despacho presidencial em que é defendida a necessidade de ‘manter na esfera jurídica de entes públicos determinados activos susceptíveis de satisfazer o interesse público’.
Damer e outras empresas da Media Nova foram entregues em 2020 pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, através do Serviço Nacional de Recuperação de Activos, ‘em virtude de terem sido constituídas com o apoio e reforço institucional do Estado’, segundo a PGR.
Segundo o Novo Jornal, as empresas eram detidas pelos generais Leopoldino ‘Dino’ Fragoso do Nascimento, Hélder Vieira Dias ‘Kopelipa’, que estão prestes a ser julgados em processos de corrupção, tráfico de influências, violação de normas fiscais, falsificação de documentos, associação ilícita e branqueamento de capitais, tendo também arguidos Fernando dos Santos e as empresas Plansmart International Limited e Utter Limited.
A empresa pertencia igualmente ao antigo vice-presidente angolano e ex-presidente da Sonangol, Manuel Vicente.
A Damer é responsável pela impressão do Jornal de Angola, d’O País, e, também, do Novo Jornal e do Expansão, assim como de revistas, livros, cartazes, flyers e catálogos.

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