O presidente da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), Nimi a Simbi, esclareceu que a realização da reunião ordinária do Comité Central do partido depende da disponibilização de 15 milhões de kwanzas, previstos por lei para o financiamento das actividades políticas.
De acordo com Nimi a Simbi, o valor deve ser transferido pelo Ministério das Finanças e é considerado fundamental para assegurar a logística e o normal funcionamento dos órgãos internos da FNLA. O dirigente reiterou a expectativa de que o Estado cumpra suas obrigações legais, permitindo a realização atempada do encontro, inserido na agenda política e organizativa da formação política.
Numa altura em que o Secretariado do Comité Provincial da FNLA em Luanda anunciou, a semana passada a suspensão de todas as actividades políticas de massas na capital, até à realização da V Sessão Ordinária do Comité Central.
A medida foi tomada durante uma sessão extraordinária do Secretariado Provincial, motivada pelo que a estrutura considera um clima de insatisfação entre militantes, decorrente do adiamento indefinido da reunião do Comité Central, alegadamente por falta de recursos financeiros.
O partido espera que a liberação das verbas pelo Estado permita retomar as actividades e normalizar o funcionamento das suas estruturas.


